quinta-feira, 16 de abril de 2015

Encontro entre China e países de língua portuguesa na Guiné-Bissau no final de 2015

O encontro empresarial entre a China e os países de língua portuguesa realiza-se no final do corrente ano na Guiné-Bissau, anunciou Echo Chan, secretária-geral adjunta do Secretariado Permanente do Fórum de Macau.



Trata-se da primeira vez, desde a criação do Fórum de Macau, que Bissau acolhe um encontro empresarial da China com os países de língua portuguesa, tendo Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e Timor-Leste sido já anfitriões destes encontros anuais.

Echo Chan, numa entrevista ao jornal Ponto Final, considerou que estes encontros, iniciados em 2005, nos países de língua portuguesa são uma oportunidade para os empresários aprofundarem os seus conhecimentos sobre os países-membros do Fórum de Macau.

“Há diferentes mercados e diferentes sectores e a ideia é criar diferentes oportunidades. Temos de procurar a cooperação de acordo com as necessidades de desenvolvimento de cada país. Existe o Fundo de Cooperação e Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa para apoiar projectos de infra-estruturas. Além disso, o Fórum proporciona apoios em bolsas de estudo e formação em vários sectores”, disse Echo Chan.

A secretária-geral adjunta do Secretariado Permanente do Fórum de Macau considerou ainda que “os empresários de cada país sabem onde querem investir e quais as suas necessidades” e recordou que a plataforma Macau existe para facilitar o conhecimento e intercâmbio e ampliar as oportunidades de negócio entre os membros do Fórum de Macau.

Echo Chan revelou igualmente que no âmbito do Fundo de Cooperação e Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa estão já em curso dois projectos, mas indicou que 20 outros estão a ser preparados para serem apresentados oportunamente no sentido de obter apoios financeiros para a sua execução.

A mesma responsável defendeu igualmente a importância para os países de Fórum do projecto da Rota Marítima da Seda, lançado pelo presidente da China Xi Jinping e que Macau anunciou estar pronto a participar.

Projeto internacional reduz escassez de alimentos em 30 aldeias da Guiné-Bissau

O período anual de escassez de alimentos em 30 aldeias da Guiné-Bissau foi reduzido de quatro meses para um, graças a um projeto internacional que beneficiou 3.500 pessoas, anunciou hoje a delegação da União Europeia (UE) em Bissau.
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O "Projeto de Apoio à Melhoria da Segurança Alimentar, Promoção Económica das Fileiras Agrícolas e Florestais na Guiné-Bissau e Cabo Verde" vai ser oficialmente encerrado na quinta-feira com uma cerimónia no Centro Camponês de Djalicunda, região de Oio, centro do país.

O isolamento das populações rurais, dependentes de práticas agrícolas ancestrais e das condições meteorológicas, deixa-as vulneráveis a períodos de falta de alimentos.

O projeto deu acesso a sementes diversificadas e de qualidade, que garantem melhores culturas, introdução de serviços de lavoura mecanizada e ao apoio técnico dispensado a 600 agricultores.

Por outro lado, foi construído e ativado um centro-piloto, baseado no Centro Camponês de Djalicunda, dedicado à experimentação de técnicas inovadoras de transformação de produtos agrícolas e florestais.

"O centro já realizou mais de 100 experiências, nomeadamente com controlo de qualidade dos produtos locais através de um pequeno laboratório, produção de sumos, compotas e farinhas para venda, nomeadamente em Bissau", referiu a UE em comunicado.

O projeto foi financiado pela UE, pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e pelo Comité Francês para a Solidariedade Internacional, com participação da Federação Camponesa KAFO.

No mesmo âmbito, foi também estabelecida uma estrutura denominada KAFO-COMERCIAL, oficializada em maio de 2013, com o objetivo de valorizar a produção local através de um sistema de comercialização e de distribuição sob a marca "Sabores da Tabanca".

LFO // VM

Lusa

Tribunal Fiscal ameaça penhorar o Malaika Hotel, Guiné-Tel e Guiné-Telecom por dívidas à Segurança Social

Bissau – O Tribunal Fiscal pode penhorar e, consequentemente, colocar à venda em hasta pública as empresas Malaika Hotel, Arco-íris, Cassamá Blocos, a empresa de Serviços de Transportes da Guiné-Bissau (STGB), a Guiné-Tel e a Guiné-Telecom, sendo estas duas últimas Estatais.



Em causa está, de acordo com um edital desta instituição judicial, com data de 14 de Abril,  um processo executivo movido contra estas empresas pelo Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), sendo que agora têm o prazo de dez dias para regularizarem as suas situações de dívidas com o INSS.

Neste sentido, a Malaika Hotel contraiu com a Segurança Social guineense uma dívida estimada em mais de 142 milhões de Francos Cfa. (216.478 euros), a empresa Arco-íris mais de 19 milhões de Francos Cfa. (cerca de 29 mil euros), a Cassamá Blocos está em dívida com o INSS numa soma estimada em 5 milhões de Francos Cfa. (mais de sete mil euros), todas as dívidas destas empresas constam nos processos números 12, 16 e 6 do ano de 2014, respectivamente.

Relativamente à empresa STGB, a Segurança Social disse estar em causa uma dívida no valor de 48.914.607 Francos Cfa. (74.569 euros), no âmbito do processo número 9 do ano 2014. As empresas do Estado, a Guiné-Tel e a Guine-Telecom, devem mais de 42 milhões de Francos Cfa. (64 mil euros) nos processos, respectivamente número 3 e 8 do ano 2014.

De salientar que na Guiné-Bissau tanto as empresas públicas como as privadas estão sempre em falta com o Estado em termos de pagamento da segurança social, o que já não é aceite desde a entrada em funções das novas autoridades eleitas nos escrutínios que tiveram lugar no país há um ano.

Membros da Guarda Costeira da Guiné-Bissau recebem treino em navio espanhol

Uma dúzia de membros da Guarda Costeira da Guiné-Bissau recebem a partir de hoje treino em fiscalização de atividades marítimas num navio da Guarda Civil espanhola, em missão ao largo da costa guineense, anunciaram as autoridades.

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A deslocação do navio Rio Segura enquadra-se na cooperação prestada pela Agência Europeia de Fronteiras para prevenir o tráfico ilegal de pessoas e bens.

O programa de atividades que decorre até quinta-feira inclui formação a bordo, aulas teórico-práticas e acompanhamento de inspeções de pesca.

A Guarda Civil espanhola vai ainda fazer uma avaliação das infraestruturas de vigilância costeira nas ilhas de Jeta, junto ao continente, e de Bubaque, principal povoação do arquipélago dos Bijagós.

As cerca de 80 ilhas e ilhéus da Guiné-Bissau no Oceano Atlântico e a dificuldade em vigiá-las têm sido apontadas como as principais fragilidades no controlo do tráfico de droga e outras formas de crime organizado.

Resolver estes problemas tem sido uma das prioridades apontadas pelo Governo.

"No momento que o país vive em termos de credibilidade internacional", com o regresso à norma constitucional e consolidação das instituições estatais, é preciso "ter controlo sobre migração e tráfico de droga", exemplificou o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Baciro Dja, em declarações aos jornalistas na segunda-feira.

LFO // VM

Lusa

Um quarto da população continua sem acesso a água potável

O mais recente inquérito às condições de vida dos agregados familiares guineenses revela que um quarto da população da Guiné-Bissau continua sem acesso a água potável.

«Os resultados serão incluídos na legislação atual como medidas que concorrem para o aumento da eficácia, eficiência e sustentabilidade dos setores», referiu em comunicado, Antero de Pina, representante adjunto do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) - presente num encontro destinado a analisar os principais estrangulamentos nos setores da água, higiene e saneamento, em Bissau.

O encontro conta com o apoio de técnicos especializados da sede mundial da UNICEF em Nova Iorque, do escritório regional de Dacar e do Instituto Internacional da Água de Estocolmo (Suécia).

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Correio de droga detido no aeroporto de Bissau com quase um quilo de cocaína no estômago - PJ

A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau anunciou hoje a detenção de um homem de 41 anos no aeroporto da capital com cápsulas de cocaína no estômago, disse à Lusa fonte daquela força de segurança.
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O cidadão guineense tinha ingerido quase um quilo de droga e foi apanhado à chegada a Bissau, na madrugada de domingo, proveniente de São Paulo, Brasil, depois de ter feito escala em Casablanca, Marrocos.

De acordo com a mesma fonte, trata-se de mais um correio de droga, que há semelhança de outros detidos nos últimos meses, faz parte de uma rede.

A organização introduz cocaína no país para depois ser traficada ou transformada em "crack" e consumida localmente.

O suspeito foi levado para as instalações da PJ, onde continua detido.

LFO // VM

Lusa

Clubes da Guiné-Bissau contra apoio a Blatter

A carta aberta, que está a ser distribuída pelos órgãos de comunicação social, contém 27 assinaturas de presidentes de clubes das primeira e segunda divisões, mas a comissão que lidera o processo acredita que outros dirigentes também poderão se juntar ao protesto.


Clubes da Guiné-Bissau contra apoio a Blatter
A carta aberta, que está a ser distribuída pelos órgãos de comunicação social, contém 27 assinaturas de presidentes de clubes das primeira e segunda divisões, mas a comissão que lidera o processo acredita que outros dirigentes também poderão se juntar ao protesto.

Fazem parte da Federação de Futebol da Guiné-Bissau 37 clubes.

O Benfica e a União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB) são, entre outros, os clubes da primeira divisão que subscreveram o protesto contra a atuação de Manuel Nascimento Lopes.

Na carta, os clubes "condenam de forma veemente" o que dizem ser uma "decisão pessoal e unilateral" de Manuel Lopes em apoiar qualquer candidatura na corrida para a presidência da FIFA.

Os clubes acusam o presidente da Federação guineense de não ter feito "consulta prévia" aos membros da instituição, pelo que o apoio declarado a Blatter só compromete "a sua pessoa".

Os subscritores da carta "responsabilizam" o presidente da federação e pedem ainda que pare de fazer declarações "que possam comprometer os clubes e o país".

Manuel Lopes tem repetido, por várias vezes, que o voto da Guiné-Bissau vai para Joseph Blatter, que diz ter sempre ajudado o desenvolvimento do futebol guineense.

As eleições para a presidência da FIFA acontecem a 29 de maio e o português Luís Figo é um dos candidatos.

Manuel Lopes diz que apoia Blatter e não Luís Figo, que, afirmou, nunca se interessou pelo futebol guineense.

"Porque é que nunca cá pôs os pés", questionou Manuel Nascimento Lopes na última semana, em declarações aos jornalistas, sublinhando que a decisão de apoiar Blatter não é da responsabilidade de mais ninguém, tirando a Federação de futebol.

Por seu lado, os clubes querem discutir e tomar uma decisão sobre quem a Guiné-Bissau deve apoiar nas eleições da FIFA num congresso extraordinário da federação, marcado para 25 de abril.

'Leões' fecham jornada na Guiné-Bissau com vitória

'Leões' fecham jornada na Guiné-Bissau com vitóriaO Sporting recebeu e venceu por 2-1 o Estrela Negra de Bissau, na partida que hoje fechou a 12.ª jornada da primeira divisão de futebol guineense.

Os `leões´ mantêm-se assim a um ponto do primeiro classificado, o Benfica, que lidera com 27 pontos.

Noutro jogo tardio da jornada, a equipa dos Portos de Bissau bateu na segunda-feira a formação da ilha de Bolama por 4-1, deixando o clube insular mais isolado na cauda da tabela classificativa, com apenas cinco pontos.

Na próxima jornada, as duas equipas que estão no topo jogam fora: o Sporting vai a Mansoa, no centro do país, defrontar a formação dos Balantas, enquanto o Benfica vai em direção ao norte, ao campo do Bula, campeão em título.

Benfica - Bubaque Bijagós, 4-0
Lagartos de Bambadinca - Nuno Tristão de Bula, 1-3
Canchungo - Balantas de Mansoa, 0-2
Bafatá - São Domingos, 0-2
Cuntum - UDIB, 0-1
Portos de Bissau - Bolama, 4-1
Sporting - Estrela Negra de Bissau, 2-1</B

Classificação:
1. Benfica, 27
2. Sporting, 26
3. São Domingos, 22
4. UDIB, 21
5. Balantas de Mansoa, 20
6. Sporting de Bafatá, 19
7. Canchungo, 18
8. Lagartos de Bambadinca, 18
9. Nuno Tristão de Bula, 17
10. Bubaque Bijagós, 12
11. Estrela Negra de Bissau, 11
12. Portos de Bissau, 9
13. Cavalos Brancos de Cuntum, 8
14. Bolama, 5

Programa da 13.ª jornada, a jogar nos dias 18 e 19 de abril
Estrela Negra de Bissau - Bubaque Bijagós
Nuno Tristão de Bula - Benfica
Balantas de Mansoa - Sporting
UDIB - Bambadinca
Bolama - Canchungo
São Domingos - Cuntum
Sporting de Bafatá - Portos de Bissau

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Guiné-Bissau agradece apoio ao Senegal

A Guiné-Bissau enviou um conselheiro especial da Presidência para presencialmente agradecer o apoio do líder senegalês, Macky Sall nesta nova fase do país. No final do encontro com o chefe de estado do Senegal, Tcherno Djaló sublinhou que as pastas da cooperação entre os dois países deverão se fomentadas.


Mesa Redonda de doadores da Guiné-Bissau em Bruxelas no dia 25 de Março 2015Mesa Redonda de doadores da Guiné-Bissau em Bruxelas no dia 25 de Março 2015
No final do mês de Março, o presidente senegalês Macky Sall fez questão de acompanhar o seu vizinho guineense e deslocou-se à Conferência Internacional de doadores sobre a Guiné-Bissau que decorreu em Bruxelas, Bélgica.

Um acto que muito sensibilizou o Chefe de Estado da Guiné-Bissau, José Mário Vaz. A prová-lo está a deslocação a Dacar de um conselheiro especial da presidência para pessoalmente agradecer ao presidente do Senegal.

Fonte: RFI

Cândido Camará, correspondente RFI em Dacar

(01:22)
 

"O voltar de página na Guiné Bissau"

Governo dos Estados Unidos fala em editorial sobre a recente conferência de doadores internacionais para a Guiné-Bissau
Presidente Barack Obama e Primeira-dama Michelle Obama com José Mário Vaz, Presidente da Guiné-Bissau, e Primeira-dama Rosa Teixeira Goudiaby Vaz, na Sala Azul por ocasião do jantar na Casa Branca, da Cimeira Estados Unidos/ Líderes AfricanosPresidente Barack Obama e Primeira-dama Michelle Obama com José Mário Vaz, Presidente da Guiné-Bissau, e Primeira-dama Rosa Teixeira Goudiaby Vaz, na Sala Azul por ocasião do jantar na Casa Branca, da Cimeira Estados Unidos/ Líderes Africanos
A Guiné Bissau, uma pequena e conturbada nação da Africa Ocidental, tem enfrentado muitos desafios, nos últimos anos.

Golpes militares frequentes abalaram o regime democrático e com o vácuo de um governo eficaz, criminosos internacionais utilizaram áreas remotas da sua costa marítima para transbordo de drogas ilegais da América do Sul para a Europa.

Assistiu-se a um sinal de esperança, quando os doadores internacionais encorajados pela recente estabilidade politica prometeram mais de mil milhoes de euros para apoiar um programa de desenvolvimento de dez anos.

Os doadores que participaram numa conferencia realizada, o mês passado, em Bruxelas, patrocinada pela União Europeia aprovaram um plano ambicioso preparado pelo governo para promover o crescimento, o desenvolvimento e melhorar os serviços governamentais, e assim reforçar as instituições democráticas.

Como amigo e parceiro do povo da Guiné Bissau, os Estados unidos elogiaram a visão do plano apresentado pelo Primeiro Ministro Domingos Simões Pereira e o Presidente José Mário Vaz.

Articularam claramente tanto a aspiração como as propostas especificas exigidas para uma Guiné Bissau forte, vibrante e prospera dentro da comunidade das nações da África Ocidental.

Agradecemos à União Europeia, o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas e ao Governo da Guiné Bissau terem organizado a conferencia.

Os Estados Unidos em parceria com a comunidade internacional vamos construir um relacionamento forte e duradouro com a Guiné Bissau que ira ajudar a concretizar os objectivos definidos na conferencia: estabelecer uma economia forte e diversificada que forneça oportunidades para os jovens; a reforma e o reforço das instituições democráticas; combate à corrupção e promoção de boa governação e a erradicação da pobreza.

Pela nossa parte estamos comprometidos na continuação da cooperação bilateral no sector da segurança, no sector militar, e na reforma judicial, para alem da nossa assistência técnica ao sector da saúde.

Os habitantes da Guine Bissau devem estar orgulhosos do progresso que ocorreu nos últimos dez meses desde as eleições e podem contar com a continuidade do apoio dos Estados Unidos.

(Foi um editorial reflectindo os pontos de vista do governo dos Estados Unidos)

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Proibido cortar árvores na Guiné-Bissau

Governo decreta moratória de cinco anos para corte de árvores
Arquivo. DR.
O Governo da Guiné-Bissau decretou uma moratória de cinco anos para o corte de árvores nas florestas do país, foi hoje anunciado em comunicado do conselho de ministros.

O Governo considera de "extrema gravidade" a situação das florestas do país e afirmou ainda que a exploração atual "atenta flagrantemente contra o equilíbrio ambiental" do território.

Para estancar a situação, o executivo decidiu "declarar uma moratória no corte de árvores de madeira e a correspondente reflorestação" nos próximos cinco anos.

No comunicado, lê-se ainda que o Governo "reitera e confirma a sua decisão de proibir o corte de madeira em toda extensão" do território guineense.

O ministro da Comunicação Social, Agnelo Regalla, foi instruído pelo coletivo governamental no sentido de promover campanhas de sensibilização e informação sobre "a gravidade da situação prevalecente nas florestas" do país e dos esforços de conservação em curso.

A população rural também é chamada a participar na observância da decisão do Governo, bem como na preservação do ecossistema.

Foi também ordenado às estruturas competentes do Estado para escoarem para Bissau toda madeira já cortada (toros) que será confiscada e cujo destino será determinado numa sessão do Conselho de Ministros a ser convocada.

Dados do Governo apontam para a existência nas florestas guineenses de mais de 140 mil toros de madeira cortada de forma ilegal nos últimos dois anos.

Guiné-Bissau vai sensibilizar estrelas do país para jogarem CAN 2017

A fase final da CAN de 2017 terá lugar no Gabão e a Guiné-Bissau, para lá chegar, terá que se bater com as seleções do Congo Brazzaville, Quénia e Zâmbia, no Grupo E da fase de qualificação.
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O vice-presidente da federação guineense de futebol, Joãozinho Mendes, disse hoje à agência Lusa que a instituição vai abrir uma campanha de sensibilização às ‘estrelas’ do país para jogarem pela Guiné-Bissau para Taça das Nações Africanas (CAN).

A fase final da CAN de 2017 terá lugar no Gabão e a Guiné-Bissau, para lá chegar, terá que se bater com as seleções do Congo Brazzaville, Quénia e Zâmbia, no Grupo E da fase de qualificação.

O número dois da federação guineense encara com naturalidade o grupo, ainda que realce a experiencia na competição dos outros países.

Joãozinho Mendes acredita, contudo, que se a Guiné-Bissau pudesse contar com "muitos dos seus ‘filhos’ e grandes jogadores" que em tempos representaram seleções jovens de outros países, poderá "ter uma palavra a dizer no grupo".

A federação vai desencadear operações de sensibilização e de apelo aos jogadores guineenses nessas condições a virem jogar pela seleção, conhecida pelos ‘Djurtus’, tendo como meta atingir pela primeira vez a fase final do CAN, disse Mendes.

"Seria o ‘ouro sobre azul’", declarou o vice-presidente da federação guineense, notando ainda que a participação nas eliminatórias do CAN 2017, cujos jogos arrancam em junho próximo, só depende da decisão do Governo.

Logo que recebeu na quarta-feira a comunicação do sorteio dos grupos por parte da Confederação Africana de Futebol (CAF), a federação informou de imediato o Governo, de quem aguarda agora uma resposta.

Joãozinho Mendes disse ainda à Lusa que o selecionador guineense, o português Paulo Torres, tem o aval da federação para iniciar os trabalhos assim que houver uma decisão do Governo sobre a participação da Guiné-Bissau nas eliminatórias.

A federação aguarda por uma resposta da secretaria de Estado da Juventude, Cultura e Desporto, que organicamente é tutelada pelo primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira.

Governo guineense mantém braço-de-ferro com universidades

Cursos foram suspensos devido a ilegalidades e estudantes estão em casa.
Manifestação de estudantes da Universidade Lusófona da Guiné-Bissau(Arquivo)
Meses depois de ter emitido o despacho que suspende alguns cursos superiores,  o Ministério da Educação Nacional da Guiné-Bissau mantém a decisão, enquanto alguns estudantes continuam em casa e sem alternativa. Há algumas semanas, os alunos da Universidade Lusófona manifestaram-se pelas ruas de Bissau contra a medida.

A decisão do Governo impôs às universidades certas exigências para retomar os cursos, mas nem todas conseguiram cumpri-las e vários estudantes continuam em casa.

O director geral do Ensino Superior Fode Mané reconhece, no entanto, que algumas entidades do ensino privado têm feito um esforço para superar as ilegalidades encontradas.

O Instituto Benhoboló é um dos estabelecimentos afectados pela medida do Ministério da Educação Nacional e os seus estudantes, sobretudo os de enfermagem e medicina geral, foram obrigados a ficar em casa. Mesmo com tantas diligências, junto a direcção da Escola e do Ministério da Educação Nacional, o impasse continua, disse Emerson Baldé, presidente da Comissão dos Estudantes daquele instituto que acompanha o caso:

Se esta situação prevalecer, os estudantes do Instituto Benhoboló prometem mais manifestações públicas, alegando haver dois pesos e duas medidas.