quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Guiné-Bissau quarto maior produtor mundial de amêndoa de caju

O presidente da Agência Nacional do Caju (ANCA) da Guiné-Bissau, Henrique Mendes, disse que o país é o quarto maior produtor mundial de amêndoa de caju logo depois da Índia, Costa do Marfim e Vietname.

Em declarações à agência Lusa, Henrique Mendes disse ainda que a produção anual de caju da Guiné-Bissau é de cerca de 220 mil toneladas, das quais entre 60 mil e 70 mil são escoadas clandestinamente para o Senegal sendo o resto vendido oficialmente à Índia.

O presidente da ANCA lembrou que a amêndoa de caju da Guiné-Bissau é orgânica, produzida em pomares e não tem necessidade de insecticidas ou pesticidas, o que faz com que o seu valor seja muito superior às que usam produtos químicos durante o processo de produção.

Henrique Mendes defendeu que a amêndoa de caju da Guiné-Bissau é a melhor do mundo e referiu o facto de ser o único país produtor cuja safra pode ser apanhada, transformada e consumida no mesmo ano.

O presidente da ANCA destacou ainda a “posição geográfica privilegiada” da Guiné-Bissau face à Europa, que é o segundo maior mercado comprador mundial de amêndoa do caju, a seguir aos Estados Unidos e lembrou que se deve aproveitar essa localização para aumentar a projecção internacional do produto.

Ministro da Administração Interna exonera Comissário Provincial da POP para a Província Leste, António Urate Nasca Silva, e nomeou Alberto Bubacar Sidibe para exercer as mesmas funções

Bissau - O ministro da Administração Interna exonerou esta terça-feira, 19 de Agosto, o Comissário da Polícia de Ordem Pública (POP) para a Província Leste, António Urate Nasca Silva.

Em despacho assinado por Botche Candé, o responsável máximo do Ministério da Administração Interna justificou as razões que levaram ao afastamento do oficial da polícia das suas funções, que se prendem com irregularidades cometidas por este, que não consubstanciam com a gestão administrativa e de recursos humanos na sua área de jurisdição.

Para o efeito, Botche Candé nomeou Alberto Bubacar Sidibe para exercer as mesmas funções, coordenando as regiões de Bafatá e Gabu, ambas pertencentes à província leste do país.

O despacho termina informando que António Urate Nasca Silva vai agora ficar à disposição do Gabinete de Deontologia e Disciplina do Ministério da Administração Interna, para efeitos de averiguação e consequente instauração de processo administrativo.

De referir que António Urate esteve envolvido, na passada semana, no desvio de uma quantia de géneros alimentícios destinados aos agentes da POP na zona leste da Guiné-Bissau.

Salvador Pinto da França Guiné atribui diploma de mérito ao cônsul de Portugal que cessa funções

1912509_10152291680049630_1950887580_nO Governo da Guiné-Bissau atribuiu hoje um diploma de mérito ao cônsul de Portugal em Bissau, Salvador Pinto da França, que cessa funções após quatro anos em que também foi primeiro secretário da embaixada portuguesa.

O diploma foi entregue pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Mário Lopes da Rosa, numa cerimónia no Palácio do Governo em que enalteceu o "serviço bastante eficaz" prestado pelo diplomata português na Guiné-Bissau.

Dirigindo-se ao homenageado, Mário Lopes da Rosa disse que o governo guineense agraciou "alguém que o merece".

"Estamos convencidos que o diploma atribuído é bem entregue porque a pessoa que o recebe é bem conhecida no nosso meio", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros guineense.

O governante destacou o trabalho desenvolvido pelo diplomata enquanto cônsul de Portugal, mas também o contributo na vertente política para o estreitamento das relações entre Bissau e Lisboa na qualidade de primeiro secretário da embaixada.

"As relações existentes entre os dois povos e Estados são dinamizadas pelas pessoas. Ele é um dos homens que nós entendemos que seria bom ser agraciado neste momento de despedida o que testemunha o trabalho feito pelo desenvolvimento em prol dos nossos países", observou o chefe da diplomacia guineense.

Visivelmente emocionado com o gesto, Salvador Pinto da França, que deve deixar Bissau esta quinta-feira, disse que leva o país no coração.

"Vou embora cheio de pena, cheio de Guiné no coração. Foi uma honra puder ter contribuído para estreitar a relação [entre a Guiné-Bissau e Portugal], espero voltar um dia", afirmou.

O diplomata português acrescentou ter ficado honrado com a homenagem das autoridades da Guiné-Bissau.

"Fico muito honrado com o gesto que decidiram fazer", destacou Salvador Pinto da França.

Salvador Pinto da França, 33 anos, completou o tempo máximo de funções na Guiné-Bissau e vai assumir funções na missão diplomática portuguesa no Egipto.

Lusa

Francisco Viana presidente da Confederação empresarial dos PALOP apostado em ajudar no relançamento da Guiné-Bissau

O presidente da Confederação Empresarial dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), Francisco Viana, disse hoje em Bissau que a organização está apostada em ajudar a relançar a atividade económica da Guiné-Bissau.

Confederação empresarial dos PALOP apostada no relançamento da Guiné-Bissau

Francisco Viana foi recebido em audiência pelo presidente guineense, José Mário Vaz, a quem disse ter transmitido as intenções e os projetos que a organização empresarial lusófona tem para o país.

O facto de o presidente guineense ter sido ministro das Finanças e empresário é motivo de encorajamento para a Confederação encarar novos desafios na Guiné-Bissau, sublinhou o líder da organização.

De acordo com Francisco Viana, a Confederação quer fazer da Guiné-Bissau uma "plataforma de negócios" dos restantes países lusófonos para a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental) com "projetos concretos".

Viana apontou a capacitação de quadros, os projetos de infraestruturação na Guiné-Bissau, nomeadamente a construção de estradas e pontes, como alicerces para a ambicionada plataforma de negócios.

"Se estivermos a falar numa perspetiva regional, os primeiros projetos seriam as infraestruturas. Há que avançar com estradas, pontes, e sem dúvida nenhuma, com a capacitação das associações empresariais e do próprio empresário", notou Francisco Viana.

A nível local, o presidente da Confederação Empresarial dos PALOP diz ser preciso maximizar as potencialidades da Guiné-Bissau nos domínios do turismo, pesca, produção de caju e arroz.

Francisco Viana afirma ser necessário avaliar os pontos fortes de cada um dos países, desenvolvê-los e incrementar as trocas comerciais entre todos no espaço lusófono.

Em março, Francisco Viana, na qualidade de vice-presidente da Confederação Empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) rubricou um acordo com a Câmara Municipal de Bissau com vista à criação de um Centro Internacional de Negócios, a construção de um matadouro e um terminal rodoviário na capital.

Dia da Independência : Debates entre jovens da Guiné-Bissau dão origem a fórum nacional

Uma série de debates regionais entre jovens da Guiné-Bissau sobre a atualidade do país vão dar origem a um fórum nacional a realizar a 24 de setembro, Dia da Independência, em Bissau, anunciou a delegação da União Europeia (UE) na capital.

Debates entre jovens da Guiné-Bissau dão origem a fórum nacional


Com financiamento da UE, a associação de desenvolvimento Tiniguena está a organizar os debates nas sete regiões continentais do país sob o lema "Jovens, pensar a democracia".

O objetivo é "incentivar a reflexão e o diálogo sobre os problemas que têm afetado a juventude guineense durantes os 20 anos da experiência democrática da Guiné-Bissau", refere a organização, em comunicado.

Para além dos temas que mais diretamente lhes dizem respeito, como o ensino, educação ou emprego, os jovens são desafiados a analisar o que se passa no mundo do associativismo e voluntariado ou a pensar no futuro da exploração de recursos naturais.

No final de cada debate, têm que tentar chegar a um conjunto de soluções.

Os fóruns regionais são transmitidos pela Rádio Sol Mansi para todo o território nacional, aos sábados, às 15:00.

As principais conclusões "serão apresentadas durante a comemoração do Dia da Independência, a 24 de setembro, no Fórum Jovem Nacional da Geração Nova da Tiniguena".

A iniciativa é financiada pela UE através do Programa de Apoio aos Atores Não Estatais (UE-PAANE) que abrange as organizações da sociedade civil guineense que trabalham no âmbito do desenvolvimento.

Miguel Trovoada assume hoje Quinta-feira funções de representante da ONU em Bissau

Miguel Trovoada assume na quinta-feira as funções de Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau, anunciou hoje a organização.

Miguel Trovoada assume funções de representante da ONU em Bissau


O novo representante acredita que o país iniciou um "período de estabilização das instituições, da vida política e social, para que as bases de um crescimento económico e desenvolvimento social possam ser bem aceites", referiu numa entrevista dada à Radio da ONU.

Um novo governo e presidente eleitos tomaram posse em junho e julho, permitindo ao país regressar à normalidade constitucional interrompida com um golpe de Estado de abril de 2012.

O antigo Presidente e primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe diz notar um "desejo inquebrantável da comunidade internacional" de tudo fazer para "apoiar o povo da Guiné-Bissau".

Trovoada referiu igualmente que os países de expressão Portuguesa têm um papel a desempenhar, bem como outras instituições envolvidas com a Guiné-Bissau.

O novo representante da ONU defende um entendimento de modo a estabelecer uma agenda única em prol do bem-estar do povo guineense.

A chegada de Miguel Trovoada ao Aeroporto Internacional de Bissau está marcada para as 01:20 de quinta-feira.

O novo representante substitui o ex-Presidente de Timor-Leste e Prémio Nobel da Paz, José Ramos Horta, cuja missão terminou em junho.

Lusa

terça-feira, 19 de Agosto de 2014

Coordenador/a Clínico/a - Guiné-Bissau

ID:
2304519
Data:
18-08-2014
Empresa:
IMVF - INSTITUTO MARQUÊS DE VALE FLÔR
País:
Guiné-Bissau
Categoria(s):
Saúde
Intervalo salarial:
Informação exclusiva JobMatch

 

 

 

Detalhe da Função

O Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) está a recrutar um/a Coordenador/a Clínico/a para início de funções em outubro de 2014, no âmbito do Programa integrado para a redução da mortalidade materna e infantil (PIMI): Componente de Reforço da Disponibilidade e Qualidade dos Cuidados de Saúde Materno-infantis nas Regiões de Cacheu, Biombo, Oio e Farim, na Guiné-Bissau.
Os candidatos devem apresentar um Currículo Vitae atualizado, 3 referências profissionais e uma carta de motivação. As candidaturas poderão ser enviadas por correio eletrónico até ao dia 10 de setembro de 2014. Os candidatos selecionados serão contatados para a realização de uma entrevista (presencial ou via telefónica/skype).

O Coordenador Clínico ficará baseado em Bissau, realizando deslocações regulares às estruturas sanitárias das regiões de Biombo, Cacheu, Oio e Farim.

O contrato terá início em outubro de 2014 e terá a duração de 1 ano, podendo ser renovado anualmente até à data de términus do projeto prevista para 15 de julho de 2016.

A função do Coordenador Clínico tem como objetivo orientar e garantir a supervisão da implementação das atividades da equipa clínica a funcionar no terreno e promover a articulação e complementaridade com a coordenação operacional do projeto, com os parceiros institucionais do PIMI e com outros programas na área da saúde, quer nacionais, quer promovidos por outros parceiros de cooperação.

Responsabilidades:

-  Aperfeiçoar e operacionalizar as ferramentas de planeamento, programação, gestão, monitoria e avaliação clínica do projeto;

- Assegurar o planeamento, coordenação e implementação das atividades da equipa clínica de acordo com os objetivos previstos e nos respetivos prazos, incluindo o Plano de Formação do projeto;

- Monitorar e avaliar a evolução das atividades de caráter clínico do projeto e respetivos resultados, recolhendo e analisando, com a periodicidade acordada, informações e dados de acordo com o Quadro de Monitoria e indicadores clínicos do PIMI;

- Identificar atempadamente estrangulamentos e dificuldades e propor a implementação de soluções técnicas adequadas;

- Assegurar a integração e articulação da intervenção do IMVF, incluindo as missões clínicas de curta duração, com as estratégias setoriais e regionais da Guiné-Bissau na área da saúde, bem como com as restantes intervenções dos parceiros institucionais do PIMI;

- Participar nas reuniões mensais de concertação do PIMI a nível regional e nas reuniões trimestrais do Comité de Pilotagem do PIMI, bem como noutros encontros pertinentes;

- Garantir o bom relacionamento institucional com todos os parceiros do PIMI e atores que trabalham no setor da saúde materno-infantil na Guiné-Bissau, incluindo o Ministério da Saúde e as Direções Regionais de Saúde no sentido de uniformizar critérios e procedimentos para implementação a nível nacional;

- Colaborar nas avaliações internas e externas do projeto, incluindo as assistências técnicas da UE;

- Participar na elaboração dos relatórios narrativos do projeto nos prazos previstos e de acordo com os respetivos formulários/procedimentos contratuais, em concertação com coordenação operacional do projeto e a sede do IMVF.

Perfil do candidato

Formação académica:

- Formação universitária em medicina com especialidade ou experiência clínica em ginecologia-obstetrícia ou pediatria. Um mestrado em Saúde Pública e/ou experiência nesta área será considerada uma vantagem.

Experiência profissional e competências:

- Mínimo de 12 anos de experiência profissional nas áreas de especialidade de saúde pública, ginecologia-obstetrícia ou pediatria;

- Ampla experiência na coordenação de equipas e boa capacidade de liderança;

- Boas competências de comunicação, diálogo e concertação;

- Bons conhecimentos na elaboração de protocolos terapêuticos nas áreas de especialidade;

- Experiência em coordenar planos de formação e desempenhar o papel de formador nas áreas de especialidade;

- Experiência profissional em Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, particularmente na Guiné-Bissau, em missões de curta ou longa-duração.

Outros requisitos essenciais:

- Excelente domínio do Português e capacidade de trabalho em pelo menos uma das seguintes línguas: Francês e/ou Inglês;

- Conhecimentos informáticos na ótica do utilizador;

- Capacidade de adaptação a ambientes de trabalho adversos e instáveis.

Condições:

- Remuneração compatível com as funções a desempenhar;

- Alojamento;

- Viatura para fins profissionais;

- Férias anuais de 30 dias;

- 1 viagem anual Guiné-Bissau-país de origem; país de origem-Guiné-Bissau;

- Seguro de saúde e de assistência em viagem.

Responder à oferta

Enfermeiro/a de Gineco-Obstetrícia - Guiné-Bissau

 
ID:
2304510
Data:
18-08-2014
Empresa:
IMVF - INSTITUTO MARQUÊS DE VALE FLÔR
País:
Guiné-Bissau
Categoria(s):
Saúde
Intervalo salarial:
Informação exclusiva JobMatch

 

 

 

 

Detalhe da Função

O Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) está a recrutar um/a Enfermeiro/a de Gineco-Obstetrícia para início de funções em outubro de 2014, no âmbito do Programa integrado para a redução da mortalidade materna e infantil (PIMI): Componente de Reforço da Disponibilidade e Qualidade dos Cuidados de Saúde Materno-infantis nas Regiões de Cacheu, Biombo, Oio e Farim, na Guiné-Bissau.

Os candidatos devem apresentar um Currículo Vitae atualizado, 3 referências profissionais e uma carta de motivação. As candidaturas poderão ser enviadas por correio eletrónico até ao dia 10 de setembro de 2014. Os candidatos selecionados serão contatados para a realização de uma entrevista (presencial ou via telefónica/skype).

O Enfermeiro de Gineco-Obstetrícia terá a sua base operacional em Bissau mas realizará a maior parte do seu trabalho nas áreas sanitárias de Biombo, Cacheu, Oio e Farim, em regime de rotatividade.

O contrato terá início em outubro de 2014 e terá a duração de 1 ano, podendo ser renovado anualmente até à data de términus do projeto prevista para 15 de julho de 2016.

O Enfermeiro de Gineco-Obstetrícia será responsável pelo acompanhamento constante aos Centros de Saúde e Hospitais-alvo garantindo a implementação da estratégia fixa dos Pacotes Mínimo (PM) e Complementar (PC) em articulação com as estratégias móveis e avançadas, bem como pelo levantamento de necessidades, solução de problemas, apoio técnico e formação.

Responsabilidades:

No quadro da Atividade 1.1: Adquirir e assegurar a logística para medicamentos e outros consumíveis médicos

- Colaborar na determinação da dotação inicial de medicamentos e consumíveis médicos a adquirir para a implementação do PM e do PC em estratégia fixa no domínio da saúde materna de acordo com as orientações da OMS ao nível dos medicamentos essenciais e com base no número de mulheres e adolescentes-alvo nas 4 áreas sanitárias apoiadas pelo PIMI;

- Colaborar na determinação, com uma regularidade a fixar, das necessidades subsequentes de medicamentos e consumíveis médicos para a implementação do PM e PC no domínio da Saúde Materna, com base em dados concretos das patologias por grupo-alvo.

No quadro das Atividades 4.1: Implementar o PM ao nível da estratégia fixa, móvel e avançada e 4.2: Implementar o PC ao nível da estratégia fixa

- Colaborar no diagnóstico das competências dos profissionais de saúde, sua distribuição geográfica, grau de implementação das IAI-alvo e práticas utilizadas na sua implementação e fluxos e procedimentos de referenciação em utilização no domínio da Saúde Materna;

- Colaborar na elaboração do Plano Sanitário para a implementação do PM e do PC de cuidados de saúde materno-infantil (SMI) em estratégia fixa;

- Desenvolver um sistema de referenciação e contra referenciação entre níveis de prestação de cuidados de saúde;

- Prestar cuidados de SMI promocionais, primários, assistenciais e especializados até que exista uma massa crítica de competências para o efeito nos profissionais de saúde, numa ótica de capacitação em serviço e de phasing-out;

- Orientar tecnicamente os profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), apoiá-los no planeamento, acompanhar e avaliar a prestação dos cuidados de SMI compreendidos no PM e no PC nos CS e Hospitais-alvo.

No quadro da Atividade 4.3: Formar, gerir e fidelizar os profissionais das unidades de saúde que prestam os PM e PC de cuidados materno-infantis

- Colaborar na elaboração dos Planos de Formação anuais no domínio da saúde materna, partindo do diagnóstico inicial de competências dos profissionais para a implementação dos PM e PC e focada na assistência médica e no apoio técnico numa ótica de formação de multiplicadores;

- Colaborar na implementação e coordenação do Plano de Formação do projeto;

- Assegurar a capacitação em serviço dos profissionais de saúde-alvo para a prestação de cuidados de SMI promocionais, primários, assistenciais e especializados, durante consultas, intervenções cirúrgicas e sessões clínicas temáticas;

- Assegurar a capacitação em serviço dos profissionais de saúde-alvo para o planeamento, seguimento e avaliação sanitária;

- Assegurar a programação quotidiana da estratégia fixa das estruturas sanitárias com base em parâmetros pré-estabelecidos quanto à carga horária a afetar a cada uma das estratégias (fixa, móvel e avançada);

- Contribuir para a definição do sistema de informação do PIMI;

- Colaborar na recolha, com a periodicidade acordada, de informações de acordo com o Quadro de Monitoria do PIMI;

- Avaliar regularmente o desempenho dos profissionais de saúde no âmbito dos critérios associados à saúde materna.

No quadro da Atividade 4.4: Reabilitar e equipar 45 unidades de saúde, entre Centros de Saúde, Hospitais Regionais e Hospitais de referência de acordo com as necessidades

- Opinar sobre as carências infraestruturais e de equipamentos das unidades sanitárias e contribuir para a validação/redefinição das intervenções e dotações a realizar.

Outras responsabilidades

- Identificar atempadamente estrangulamentos e dificuldades e propor e implementar soluções;

- Participar nas reuniões mensais de concertação do PIMI a nível regional e nas reuniões trimestrais do Comité de Pilotagem do PIMI, bem como noutros encontros pertinentes;

- Assegurar o seguimento das orientações da OMS e melhores práticas internacionais no domínio da SMI;

- Garantir o bom relacionamento institucional com todos os parceiros do PIMI e atores que trabalham no sector da SMI na Guiné-Bissau;

- Colaborar com avaliações internas e externas do projeto e do programa;

- Assegurar a integração e articulação da intervenção do IMVF com as estratégias sectoriais e regionais, bem como com as restantes intervenções do PIMI;

- Elaborar os relatórios narrativos do projeto para a UE nos prazos previstos e de acordo com os respetivos formulários/procedimentos contratuais, em concertação com a sede do IMVF.

Perfil do candidato

Formação académica

- Formação universitária em Enfermagem e especialização ou experiência no domínio da gineco-obstetrícia;

- Formação em Saúde Tropical é considerada uma mais-valia.

Experiência profissional e competências:

- Mínimo de 5 anos de experiência de enfermagem e 3 anos no domínio da gineco-obstetrícia.

- Experiência profissional em países em desenvolvimento em missões de média ou longa-duração desejável. A experiência em Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, e na Guiné-Bissau em particular, será um fator preferencial;

- Experiência na montagem de rotinas e sistemas de planeamento, acompanhamento e avaliação de prestação de cuidados de saúde materna;

- Excelente capacidade de diálogo, comunicação e concertação;

- Capacidade de posicionamento crítico e de formulação de propostas que permitam atingir os objetivos estabelecidos numa ótica de sustentabilidade;

Outros requisitos essenciais:

- Domínio do Português e capacidade de trabalho em pelo menos uma das seguintes línguas: Francês e/ou Inglês. Capacidade de trabalho em Crioulo da Guiné-Bissau será uma mais-valia;

- Conhecimentos informáticos na ótica do utilizador;

- Capacidade de adaptação a ambientes de trabalho adversos e instáveis.

Condições

- Remuneração compatível com as funções a desempenhar;

- Alojamento;

- Viatura para fins profissionais;

- Férias anuais de 30 dias;

- 1 viagem anual Guiné-Bissau-país de origem; país de origem-Guiné-Bissau;

- Seguro de saúde e de assistência em viagem.

Polícia da Guiné-Bissau denuncia furto de gasóleo

A Polícia da Guiné-Bissau denunciou esta segunda-feira casos de furto de gasóleo na central elétrica da capital, que diz estarem a causar "graves prejuízos" ao Estado e aos habitantes que ficam privados de energia elétrica e água potável.


A denúncia foi feita pelo tenente-coronel Samuel Fernandes, porta-voz do Ministério da Administração Interna, numa conferência de imprensa destinada a explicar uma situação de furto que terá ocorrido no passado dia 9.

De acordo com aquele responsável, o furto de gasóleo na central elétrica remonta a 2006, "envolvendo os próprios funcionários da EAGB (Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau)", que diz serem "cúmplices e alguns deles recorrentes".

Presidente da Câmara de Bissau desmente ministro das Obras Públicas

Bissau – O Presidente de Câmara Municipal de Bissau (CMB) desmentiu que a razão do desabamento na Avenida Principal, da faixa que liga Chapa ao centro da cidade, Avenida Combatentes da Liberdade de Pátria, se deva à falta de limpeza regular dos tubos das águas ali existentes.


António Artur Sanhá afirmou que a construção da referida avenida foi feita com pouca transparência, salientando que alguém terá desviado o montante financiado para diminuir a largura da estrada ao longo de todo o traçado.

«Com todo o respeito, nós não acusamos para fugir da responsabilidade. Todos os guineenses souberam como foi feita a construção daquela estrada. O que nós sabemos através dos nossos técnicos é que quando estavam a construir a estrada mantiveram a estrutura subterrânea antiga, ou seja, não foi renovada. Hoje em dia estão a dizer que o desabamento tem a ver com a falta de limpeza por parte da CMB. Isso não corresponde à verdade, que seja responsabilizado alguém e não a Câmara» disse Artur Sanha falando numa das rádios privadas da capital.

O Presidente da Câmara de Bissau disse esperar que o novo Executivo esqueça o passado e aposte na lealdade e coragem, tendo afirmado que os guineenses gostam de falar de forma «barata» porque não são responsabilizados quando ofendem alguém como pessoa ou instituição. Esta é a razão pela qual a calúnia e difamação são usadas como «desporto» na Guiné-Bissau.

Na semana passada o ministro das Obras Publicas Construção e Urbanismo, António Cruz Almeida, disse, em conferência de imprensa, que a falta de limpeza regular dos canais causou o desabamento do local em causa.

«Aquele sítio encontra-se praticamente ao pé do mercado de Bandim. O mercado de Bandim é um sítio que fabrica muitos lixos por isso a falta de intervenção pontual na limpeza dos tubos obrigou ao desabamento», disse o governante.

De recordar que a obra de construção da Avenida dos Combatentes da Liberdade da Pátria foi suportada financeiramente pelo Banco Oeste Africano para o Desenvolvimento (BOAD), FAIR/UEMOA e o então Governo da Guiné-Bissau, chefiado por Carlos Gomes Júnior tendo como o ministro das Infra-estruturas António Cruz Almeida, actual ministro da tutela no governo de Simões Pereira.

A obra foi executada pela empresa AREZKI em 2010 e devia ter durado 13 meses mas acabou por durar 16 meses de trabalho, tendo sido inaugurada em 2011 pelo falecido Presidente da República, Malam Bacai Sanhá.

Ébola : Guiné-Bissau proíbe várias cerimónias para prevenir surto no país

Os ministérios da Saúde e Administração Interna da Guiné-Bissau difundiram hoje um despacho conjunto que proíbe várias cerimónias públicas e impõe maior controlo da água para consumo, no âmbito do programa de prevenção do Ébola lançado pelo governo.

Guiné-Bissau proíbe várias cerimónias para prevenir surto no país

Assim, fica interdita "a realização de atos que carretam a aglomeração de elevado número de pessoas", tais como o "fanado", cerimónia animista de iniciação na vida adulta, o "toca-tchoro", reunião de familiares e amigos para velar um morto, o "gâmo", ritual de oração islâmico, e "lumos", feiras populares realizadas nas ruas das povoações.

Batizados, piqueniques e outras atividades não especificadas são igualmente proibidas "até comunicação em contrário", de acordo com o despacho datado de 13 de agosto, mas difundido hoje em órgãos de comunicação social como a Radiodifusão Nacional (RDN) da Guiné-Bissau.

A intenção de impedir aglomerados de população para evitar a importação de algum caso de Ébola para o país e eventual contágio já tinha sido anunciada na última semana pelo primeiro-ministro e torna-se agora efetiva com a divulgação do despacho dos dois ministérios.

O documento proíbe ainda atividades em que "são manipulados e consumidos alimentos de diversa proveniência e propensos a contactos humanos vários".

Noutro ponto, determina-se que "as unidades de empacotamento e venda de água potável" só o poderão continuar a fazer mediante o "controlo e acompanhamento" do Laboratório Nacional de Saúde Pública.

"Eventuais desrespeitos às orientações emanadas merecerão a devida resposta por parte das autoridades competentes que mais não visam do que proteger a saúde das populações", conclui o despacho.

O programa de emergência sanitária anunciado na última semana pelo governo da Guiné-Bissau incluiu ainda o encerramento das fronteiras com a Guiné-Conacri e a preparação de salas de algumas unidades de saúde para o eventual isolamento de algum caso suspeito de Ébola.

Em cinco meses, a epidemia de Ébola na África ocidental, a pior desde a descoberta da doença em 1976, causou 1.145 mortes, de acordo com o último relatório da Organização Mundial de Saúde de 13 de agosto: 380 na Guiné Conacri, 413 na Libéria, 348 na Serra Leoa e quatro na Nigéria.

Lusa

sábado, 16 de Agosto de 2014

Ébola : OMS avisa Guiné-Bissau sobre o Ébola: «Estejam preparados»

A Organização Mundial de Saúde teme que o vírus se alastre a mais um país da África Ocidental

Ébola (Lusa/EPA)Ébola (Lusa/EPA)Ébola (Reuters)


Ébola (Reuters)Ébola (Reuters)Ébola (Reuters)


Ébola (Reuters)Ébola em África [Foto: Reuters]Ébola (Reuters)


Representantes da Organização Mundial de Saúde (OMS) e dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertam a Guiné-Bissau: «estejam preparados» para a eventualidade de surgirem no país casos suspeitos de Ébola.

O facto de a epidemia estar concentrada no sul da Guiné-Conacri - do lado oposto à Guiné-Bissau - e as más acessibilidades à zona fronteiriça, especialmente na época das chuvas em que algumas passagens são alagadas entre junho e outubro, não deve servir de pretexto para baixar a guarda.

«É possível que alguns casos atravessem a fronteira e cheguem à Guiné-Bissau, por isso, mais vale que estejam preparados para detetar, isolar e tratar os doentes para evitar novos casos», recomenda Jerôme Mouton.

O chefe de missão dos MSF na Guiné-Conacri falou à agência Lusa na capital deste país onde a organização mantém um centro de tratamento de Ébola.

Jerôme recorda que um dos últimos casos mal despistado na capital deixou expostas 14 pessoas a um doente contagioso - seis profissionais de saúde e oito familiares que contraíram o vírus
«Estejam preparados» é também o alerta de Nyka Alexander, porta-voz da OMS que depois de ter passado por outros palcos de urgência sanitária no mundo exerce funções em Conacri.

No centro de coordenação para o combate ao Ébola na sub-região (Guiné-Conacri, Serra Leoa e Libéria), pede-se vigilância aos países vizinhos.

«A oito de agosto, quando a OMS declarou que esta é uma emergência de saúde pública de alcance mundial, houve um conjunto de recomendações para os países afetados e também para os países vizinhos», recorda Nyka.

Para esta representante, os Estados fronteiriços devem «verificar os planos de contingência, sistemas e centros de reação e mobilizar as pessoas».

Outra mensagem que a organização faz passar concentra-se na urgência de fazer a deteção precoce da doença: quem tiver sintomas deve procurar os serviços de saúde para fazer o despiste do Ébola o mais rápido possível.

Quanto antes o fizer e em caso de infeção, «mais possibilidade tem de sobreviver e de evitar o contágio de outras pessoas», conclui a representante da OMS.

O pior surto de sempre de Ébola no mundo, que eclodiu na África Ocidental, matou até agora 1.069 pessoas e provocou o alarme internacional, levando várias grandes companhias aéreas a cortar voos para a região.

A Guiné Conacri, no epicentro da epidemia, declarou «emergência de saúde pública» e impôs controlos de fronteiras rígidas, enquanto os Estados Unidos ordenaram aos familiares dos diplomatas que abandonem a vizinha Serra Leoa, também afetada.

A Libéria e a Nigéria também registraram casos.

A Organização Mundial de Saúde diz que o surto de Ébola está a ser muito subestimado e que são necessárias medidas «extraordinárias» para conter a propagação do vírus.

GUINÉ-BISSAU PRETENDE RELANÇAR SECTOR DO TURISMO

Líderes religiosas no seio das tradições matriarcais do arquipélago guineense de Bijagós

Líderes religiosas no seio das tradições matriarcais do arquipélago guineense de Bijagós


As novas autoridades guineenses reuniram esta sexta-feira com os operadores do turismo com o intuito de refletir sobre as medidas de apoio a este sector económico.

O primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, anunciou esta sexta-feira que da parte do novo executivo há “abertura total” para os operadores turísticos que cumpram com o quadro legal do sector.

Domingos Simões Pereira discursou na abertura de um seminário sobre o sector convocado pelo novo secretário de Estado do Turismo Vicente Fernandes para auscultar os operadores privados.

O primeiro-ministro guineense defendeu que “em vez de dificultar a vida” o Estado deve “ajudar os agentes do turismo” tendo-se referido às leis caducas. Sublinhou porém que a oferta turística do país não se pode resumir apenas “ao sol e praia” e que os operadores devem promover um turismo mais ancorado na cultura e na história do país.


Vejam uma amostra das suas potencialidades 

Guiné-Bissau, As paisagens (primeira parte)

Guiné-Bissau: As paisagens (segunda parte)

Guiné-Bissau : As paisagens (terceira parte)