sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Portugal e Guiné-Bissau assinam protocolo que permite reinício dos voos diretos

Portugal e a Guiné-Bissau vão assinar na segunda-feira de manhã um acordo para retomar as ligações aéreas entre Lisboa e Bissau, confirmou à Lusa uma fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros português.

O protocolo de cooperação, formação e capacitação nas áreas das migrações e controlo de fronteiras será assinado pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Rui Machete, e pelo seu homólogo da Guiné-Bissau, Mário Lopes da Rosa, em Lisboa, estando também presentes os primeiros-ministros dos dois países.

"Falta limar o acordo Estado a Estado para dar garantias de segurança nos voos, e aliás foi essa a razão da interrupção dos voos, e quando estiver concluído esse acordo, a TAP terá depois de decidir, enquanto empresa, a retoma dos voos", disse o ministro Rui Machete na Guiné-Bissau, quando participou na cerimónia de tomada de posse do seu homólogo.

Questionada pela Lusa sobre a ligação entre este protocolo e a retoma das ligações aéreas diretas entre Lisboa e Bissau, uma fonte oficial afirmou que "a TAP neste momento não tem ainda informação oficial sobre a existência de condições a nível diplomático para retomar os voos, mas mantém a expetativa de retomar a operação logo que possível".

A companhia aérea portuguesa, acrescentou, "desde a primeira hora que voa para os países de língua portuguesa e isso faz parte da sua tradição".

Questionada sobre quanto tempo poderá demorar até que sejam retomados os voos, a mesma fonte não quis avançar uma data, mas disse que, de uma forma genérica, o tempo que medeia entre uma decisão deste género e o início da operação costuma demorar dois a três meses, normalmente usados para criar condições técnicas, abrir os mercados e começar a receber reservas para os voos.

A TAP suspendeu os seus voos para Guiné-Bissau desde dezembro passado, na sequência do embarque forçado pelas autoridades guineenses de 74 sírios no aeroporto de Bissau rumo a Lisboa.

Na altura a TAP considerou que só retomaria os voos - que eram três semanais -, depois de as autoridades guineenses garantirem medidas de segurança no aeroporto, que a companhia considera ter sido quebrada com o incidente.

quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Metade das mulheres da Guiné-Bissau entre os 15 e 49 anos ainda sofre de mutilação genital

Metade das mulheres da Guiné-Bissau entre os 15 e 49 anos ainda sofre de mutilação genital, alertou a representação guineense que participou hoje na primeira "Cimeira da Rapariga" (Girl Summit), realizada em Londres.

Metade das mulheres guineenses é vítima de excisão


A luta contra a mutilação genital feminina e o casamento precoce foram os temas centrais da iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Governo britânico com o objetivo de mobilizar apoios contra os dois flagelos.

Na Guiné-Bissau, quase um terço das raparigas casam antes dos 18 anos.

O país esteve representado pela presidente do Comité Nacional para o Abandono das Práticas Nefastas, Fatumata Djau Baldé, e a participação foi antecedida por diversas iniciativas em território guineense.

O comité mantém "um trabalho contínuo com as comunidades para a promoção da transformação social necessária visando o abandono das práticas nefastas", destacou hoje a UNICEF em comunicado.

Os números relativos à Guiné-Bissau foram calculados em 2010 de acordo com as respostas ao Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS), organizado pela UNICEF e organismos estatais.

A Assembleia Nacional Popular guineense (parlamento) aprovou em junho de 2011 uma lei que proíbe a mutilação e foi conquistado o compromisso de líderes religiosos para abandono da mutilação genital.

No entanto, a excisão é uma prática com tradições seculares e persiste em muitas comunidades com o objetivo de condicionar a liberdade sexual das mulheres até ao casamento - que em muitos casos é negociado e forçado pela família, sendo a mutilação um requisito.

A prática é responsável pela morte de crianças e mulheres devido a problemas como hemorragias ou infeções, pela falta de condições em que é praticada, e é causa frequente de traumas físicos e psicológicos para quem sobrevive.

Lusa

Bispo da Guiné-Bissau pede apoio de Angola para desenvolvimento do país

O bispo da Guiné-Bissau, Lampra Cá, pediu hoje o apoio de Angola no processo de desenvolvimento do país, depois de restabelecida a situação constitucional naquele país da comunidade lusófona.

O prelado falava à imprensa à margem do XI Encontro dos Bispos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se realiza em Luanda de 21 a 28 deste mês.

Segundo Lampra Cá, a situação envolvendo um Governo de transição que dirigiu a Guiné-Bissau desde 2012 criou várias dificuldades e teve repercussão na vida da população.

"Os funcionários públicos não recebem os salários regularmente, como podem imaginar isso criou um mal-estar generalizado, mas agora com as novas autoridades há muita expectativa", disse o bispo.

Entre 23 e 29 de Julho Fundo Monetário Internacional realiza missão na Guiné-Bissau


Bissau - Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) desloca-se à capital guineense entre 23 e 29 de Julho com o objectivo de actualizar os dados macroeconómicos, incluindo ao nível dos atrasos internos.

Avaliar as perspectivas de apoio financeiro dos parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau e discutir com as novas autoridades nacionais um quadro de políticas para o remanescente de 2014 estão entre os objectivos da missão do FMI.

De acordo com uma nota do Gabinete de Imprensa do Ministério da Economia e Finanças, a missão em causa vai ainda fornecer conselhos preliminares de política económica com vista a reforçar a gestão das finanças públicas, de forma a evitar a acumulação de novos atrasos.

Em termos de agenda a delegação manterá encontros esta quarta-feira, 23 de Julho, com os Secretários de Estado do Tesouro, José Djú, do Orçamento, Tomásia Manjuba, e com os respectivos membros dos seus gabinetes.

A 25 de Julho a missão do FMI reúne com o Secretário de Estado do Plano e Integração Regional, Degol Mendes.

O Presidente José Mário Vaz, convocou hoje a primeira reunião do Conselho Superior de Defesa

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, convocou hoje a primeira reunião do Conselho Superior de Defesa do país para uma apresentação formal dos novos membros do órgão, disse o diretor do seu gabinete, Octávio Lopes.

Guiné-Bissau: José Mário Vaz convoca primeira reunião do Conselho Superior de Defesa


Por inerência de funções o Presidente guineense é o comandante-em-chefe das Forças Armadas, pelo que preside ao Conselho Superior de Defesa.

Após a sua investidura no cargo José Mário Vaz convocou o órgão para se apresentar e conhecer os restantes membros, notou Octávio Lopes.

Além da apresentação formal entre os membros, a reunião também visava debater a proposta de perfil do novo secretário do Conselho, cujo nome será indicado pelo Governo e ainda falar de diversos assuntos de defesa da Guiné-Bissau.

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, António Indjai, também membro do Conselho Superior de Defesa, aproveitou para apresentar ao chefe de Estado a estrutura orgânica do comando militar e «falar de dificuldades e carências» da instituição.

Segundo Octávio Lopes, a reunião ficou marcada pelo «espírito de abertura total» para uma colaboração institucional entre a presidência da República, o Governo e as Forças Armadas para a resolução dos problemas.

Além do Presidente da República, que preside ao Conselho Superior de Defesa, integram este órgão o primeiro-ministro, os ministros da Defesa, da Administração Interna e das Infra-Estruturas e um deputado.

Lusa

GUINÉ-BISSAU PREPARA-SE PARA EVENTUAL SURTO DE ÉBOLA

Apesar de ainda não se ter registado casos de sintoma da ébola na Guiné-Bissau, as autoridades, em colaboração com a ONG Médicos Sem Fronteiras, promoveram uma ação de formação para técnicos de saúde.

O curso, que decorreu entre os dias 11 e 12 de julho, foi destinado a técnicos recém-formados e de centros de saúde das zonas Leste e Sul do país, junto à fronteira com a Guiné-Conacri, e visa prevenir o surto de ébola que assola aquele país vizinho desde abril último.

Os técnicos de saúde, por estarem mais expostos ao vírus da ébola, foram capacitados com vista a lidar com a doença e os cuidados a ter para não serem contaminados.

Maria Grovas, coordenadora da equipa de formadores e médica da ONG Médicos Sem fronteiras, disse que uma das estratégias de formação é ensinar o diagnóstico da doença e o uso de equipamentos de proteção.

Ela afirma que "demos formação aos técnicos sobre medidas preventivas para se protegerem, assim como os passos a seguirem quando chegar um doente com o vírus de ébola ao centro de saúde."

Aula prática sobre desinfeção

Boas práticas

A coordenadora da ONG acrescenta que "ao mesmo tempo fizemos um reforço teórico sobre sintomas de ébola para distinguirmos realmente um doente de ébola. A formação da equipa de resposta ao virus foi mais intensa por ser mais especializada em estabelecer o isolamento e tratamento do doente."

Maria Grovas aponta boas práticas de higiene como uma das condições para a prevenção da ébola: "O que estamos a insistir com os técnicos de saúde, não só nos lugares próximos da fronteira. Mas em todo o país, o mais importante agora é reforçar aquelas práticas de higiene dentro dos centros de saúde, que é usar as luvas e lavar as mãos."

Para a médica "essas medidas deveriam estar presentes em todos os centros de saúde". Entretanto ela está ciente das condições do país: "Sabemos que por vezes, por falta de tempo ou meios, essas medidas não são tomadas. Agora é que estamos em alerta por causa dessa epedemia, a maior da história no país vizinho, os técnicos de saúde devem reforças as medidas de higiene "

Entretanto, Nicolau Almeida, diretor geral de serviços da prevenção e promoção de saúde na Guiné-Bissau, garantiu a DW África que estão montadas medidas preventivas em todo o país.

O diretor relata: "Formamos as pessoas, tanto os técnicos de saúde como os guardas-fronteira, resolvemos arranjar um quarto para o isolamento dos possiveis casos suspeitos e elaboramos um plano de contingência."

Para além disso, segundo Nicolau Almeida, "periodicamente fazemos visitas às regiões que achamos que possivelmente poderão aparecer casos da doença. Também fornecemos kits de proteção para todas as zonas que fazem fronteira com a Guiné-Conacri. Uma equipa está no aeroporto vendo os possiveis casos suspeitos da ébola."

A proteção é a palavra chave na formação de prevenção

E o controle marítimo?

Mas não em todas as fronteira que tudo corre de feição, revela Almeida: "Em termos marítimos, é um pouco difícil, mas mesmo assim preparamos guardas marítimos para a deteção precoce de casos."

David Quadé, recém-formado e um dos participantes na formação, garante que estão aptos a fazer face a eventuais casos de ébola: "Como atuar diante de um caso suspeito de ébola, que é colocar o doente numa sala isolada para que possamos intervir usando equipamentos de proteção."

Recorde-se que a CEDEAO, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, em colaboração com a Organização Oeste Africana de Saúde, decidiu criar um Plano Regional para fazer face à epidemia da ébola que já matou mais de 400 pessoas na Guiné Conacri, Libéria e Serra leoa.

Por este motivo, as duas organizações constituíram um fundo de solidariedade de luta conta a ébola tendo, a Nigéria já disponibilizado 3.5 milhões de dólares para os países afetados.

Fonte : DW

O Primeiro-ministro da Guiné-Bissau foi recebido pelo Vice-presidente Angolano, Manuel Domingos Vicente

Díli - O vice-presidente da República de Angola, Manuel Domingos Vicente, que em Díli participa na X Conferência dos chefes de Estado e de Governo da CPLP, recebeu nesta quarta-feira o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, numa audiência considerada por este como de cortesia.

TIMOR-LESTE/CPLP: DOMIGOS SIMÕES E MANUEL VICENTE, PRIMEIRO MINISTRO (E) E O VICE PRESIDENTE DE ANGOLA

Falando a jornalistas, à saída da audiência, Domingos Simões disse que o objectivo de encontro com vice-presidente angolano foi o de testemunhar e apresentar os sentimentos de gratidão por tudo aquilo que significa e representa as relações com Angola. 

De acordo com o governante guineense, o sentimento de proximidade entre Angola e Guiné-Bissau mantém-se intacto e, num futuro próximo, as relações de irmandade com Angola "vão ser reatadas e elevadas a níveis mais altos".

As relações entre angola e Guine-Bissau conheceram um esfriamento quando a  missão  MISSANG tinha sido enviada para ajudar no processo de reforma das forças armadas guineenses começou a ser alvo de hostilidades dos guineenses, logo a seguir o golpe de estado, que derrubou o governo de Carlos Gomes Júnior . 

Entretanto, nesta entrevista, Domingos Simões admitiu a dificuldade em governar um país não totalmente estabilizado, mas que era um desafio que encarava.

"A governação é uma tarefa de criar ambientes de estabilidade, penso que nós não devemos pedir só que nos dêem um país com um quadro estabilizado, temos é que ser capazes de criar este quadro, que só é possível através do diálogo. E eu penso que nós guineenses somos capazes de conseguir", disse o novo primeiro-ministro guineense. 

Domingos Simões Pereira  tomou posse  há menos de um mês, resultado da vitória eleitoral, em Junho, do Partido Africano para a Independência de Guiné e Cabo Verde (PAIGC), de que é líder.

Fonte : Angope

O IMVF está a recrutar um/a Coordenador/a Clínico/a para início de funções em outubro de 2014 para a Guiné-Bissau


O IMVF está a recrutar um/a Coordenador/a Clínico/a para início de funções em outubro de 2014, no âmbito do Programa integrado para a redução da mortalidade materna e infantil (PIMI): Componente de Reforço da Disponibilidade e Qualidade dos Cuidados de Saúde Materno-infantis nas Regiões de Cacheu, Biombo, Oio e Farim, na Guiné-Bissau.


Os candidatos devem apresentar um Currículo Vitae atualizado, 3 referências profissionais e uma carta de motivação. As candidaturas poderão ser enviadas por correio electrónico até ao dia 10 de setembro de 2014 para o seguinte endereço: mrocha@imvf.org.


Consulte os Termos de Referência.

terça-feira, 22 de Julho de 2014

A União Europeia promove a redução da mortalidade materna e infantil

No dia 24 de Julho de 2014, pelas 10:00 horas em Canchungo, a Delegação da União Europeia junto da República da Guiné-Bissau, o UNICEF e as ONG Instituto Marquês de Valle Flôr e Entraide Médicale Internationale assinalam a cerimónia de conclusão do 1º ano de atividades do Programa integrado para a redução da mortalidade materno-infantil na Guiné Bissau – PIMI.
 
A União Europeia financia 80% do custo total do programa de 8,9 milhões de euros, sendo os restantes 20% cobertos pelos outros 3 parceiros. As mulheres grávidas e as crianças com menos de 5 anos beneficiam, através do programa, de melhor acesso a cuidados de saúde básicos de qualidade nas regiões de Biombo, Cacheu, Oio e Farim.
 
O PIMI, iniciado em Julho de 2013 com duração de 36 meses, pretende diminuir de 25% a mortalidade materno-infantil, através da promoção das práticas familiares essenciais, do aumento das consultas pré e pós-natais, partos e consultas de crianças de idade inferior a 5 anos nos Centros de Saúde e Hospitais Regionais, com vista aos seguintes resultados: 

-  Aumento da procura e do fornecimento dos serviços profissionais de saúde materno-infantil através de subsídios aos actos médicos de alto impacto e a evacuação gratuita para hospitais de referência
em caso de emergência (mulheres em processo de parto, crianças doentes etc..) 

-  Diminuição da frequência das rupturas de stock de medicamentos e consumíveis médicos 

-  As estruturas de saúde passam a dispor de recursos adequados à prestação de cuidados de saúde materno-infantil (infraestruturas e equipamentos das salas de parto e de cirurgia) 

-  Capacitação em serviço, com formação e acompanhamento, de cerca de 350 profissionais de saúde e de todos os agentes de saúde comunitária de 45 estruturas nas áreas de pediatria e saúde materno-infantil 

-  16 práticas familiares essenciais são promovidas pelos agentes de saúde comunitária e adotadas pelas famílias e comunidades 

  -Gestão financeira das estruturas de saúde melhorada e a sustentabilidade financeira e administrativa das unidades de saúde assegurada 

-  Motivação dos técnicos das estruturas de saúde reforçada através de prémios de desempenho 

-  As dádivas de sangue aumentam e a transfusão é dinamizada.

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Domingos Simões Pereira diz que o regresso da Guiné-Bissau demonstra solidariedade dos Estados-membros

Resultado de imagem para Domingos Simões PereiraDíli, 22 jul (Lusa) - O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, afirmou hoje que o regresso do país à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é uma demonstração de solidariedade dos Estados-membros da organização.

Domingos Simões Pereira falava aos jornalistas pouco depois de ter aterrado no aeroporto Nicolau Lobato, em Díli, num avião de uma companhia aérea indonésia que também transportou o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho.

É uma "demonstração de solidariedade o facto de os países da CPLP nos acolherem de volta e vamos tentar corresponder através das discussões que vão certamente acontecer", afirmou.

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau participa na quarta-feira na X Cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP, que vai ficar marcada pelo regresso daquele país à organização, depois de ter sido suspenso por causa do golpe de Estado de 2012, e pela possível entrada da Guiné Equatorial como membro de pleno direito.

"Queria expressar a minha enorme satisfação por estar de volta a Timor-Leste e queria dar os parabéns ao povo e Governo de Timor-Leste por se ter vestido de gala para mais este encontro da CPLP", disse Domingos Simões Pereira.

O chefe do executivo guineense afirmou também esperar que durante o encontro de quarta-feira a CPLP saiba "pavimentar o percurso para os grandes desafios" que a organização vai enfrentar.

Além de Domingos Simões Pereira, aterraram hoje no aeroporto Nicolau Lobato os presidentes de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, de Moçambique, Armando Guebuza, de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca e o vice-Presidente de Angola, Manuel Vicente.

O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, deverá aterrar em Díli cerca das 17:00 locais (09:00 em Lisboa), segundo as autoridades timorenses.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

MSE // VM

Lusa

O ministro da Administração Interna, Botche Candé, em contactos com antigos ministros do Interior

Deputado-Botche-Candé-do-PAIGCBissau – O ministro da Administração Interna, Botche Candé, esteve este sábado, 19 de Julho, em visita de trabalho para estabelecer contactos porta-a-porta com os antigos ministros do Interior e com antigos altos funcionários da mesma instituição.

A iniciativa do novo responsável para a segurança interna da Guiné-Bissau tem a finalidade de pedir apoio e colaboração no exercício das suas novas funções, tendo em conta a experiência trabalho em termos de governação acumulada por antigos ministros que passaram pelo Ministério do Interior.

Do total de 12 pessoas visitadas, todas foram unânimes em louvar a iniciativa de Botche Candé, tendo igualmente prometido trabalhar e colaborar com novo responsável máximo da Administração Interna da Guiné-Bissau para a tranquilidade nesta fase em que se encontra o país.

Bitchofula Nafafe, uma das pessoas alvo deste registo, antigo Comissário Nacional da Polícia de Ordem Pública, reconheceu a tarefa difícil que Candé pode enfrentar nesta instituição, chamando a atenção para que a tranquilidade do país depende, em grande medida, do Ministério da Administração Interna.
Para Luís Correia, antigo Director Nacional da Polícia de Ordem Pública, entre 1974 e 1980, reconheceu também o difícil trabalho do novo ministro Botche Cande.

Durante a conversa com o novo governante, denunciou que não teve graduação em termos de patente e como falou da sua ausência do país para Cabo Verde desde golpe de Estado de 14 de Novembro 1980, de onde regressou depois de 7 de Junho de 1998.

Outra pessoa contactada foi Lúcio Soares, antigo ministro do Interior e ministro da Defesa Nacional, que reconheceu que, depois da independência nacional, as autoridades na altura não souberam aproveitar bem este período no sentido de lançar o país na via do desenvolvimento.

Ele condenou também o golpe de Estado de 14 de Novembro do 1980, e louvou a composição do actual Executivo liderado por Domingos Simões Pereira.

Durante a visita, constatou-se um espírito de emoção entre algumas das pessoas visitadas, como foi o caso de Morgado Tavares, antigo Comissário da Polícia de Ordem Pública, e apelidou Botche Candé de «Cabral», justificando que desde a independência apenas foi Amílcar Cabral que promoveu visitas desta natureza.

Já com Carlos Correia, antigo Primeiro-ministro da Guiné-Bissau e actualmente 1.º vice-Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), teve tempo para falar do massacre de Pindjiguiti, em 1958.

Falou também dos erros cometidos depois da Independência, contudo tranquilizou que, com as novas autoridades, uma nova oportunidade para os objectivos da luta armada foi aberta na Guiné-Bissau. Carlos Correia prometeu ajudar e trabalhar com Botche Candé.

Entre as pessoas visitadas constam ainda Carlos Domingos Gomes, «Cadogo Pai», Duky Djassi, Mamadu Djabi, Manecas dos Santos, Francisca Pereira e Humberto Gomes, antigo Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau.

Durante a iniciativa algumas pessoas não conseguiram conter as emoções. A visita vai prosseguir durante a próxima semana.

(Os Filhos do Vento: Em Busca do Pai Tuga)vence Prémio Gazeta Multimédia

A reportagem Filhos do Vento, de Catarina Gomes, Ricardo Rezende e Manuel Roberto, foi distinguida com o Prémio Gazeta na categoria Multimédia, atribuído pelo Clube de Jornalistas. Uma história sobre um tema tabu na sociedade portuguesa.

Os Filhos do Vento: Em Busca do Pai Tuga conta a história de guineenses filhos de militares portugueses que estiveram na Guiné-Bissau durante a guerra colonial e que querem conhecer os seus pais. A jornalista Catarina Gomes, o videojornalista Ricardo Rezende e o fotojornalista Manuel Roberto viajaram até à Guiné em Maio de 2013 em busca de alguns desses filhos.

Em comunicado, o Clube de Jornalistas elogia uma “reportagem que cruza diferentes meios com grande eficácia, num trabalho de equipa ao melhor nível do ciberjornalismo”. Para a jornalista Catarina Gomes, a distinção é o“reconhecimento de um novo caminho que a imprensa escrita – e em particular o PÚBLICO – está a trilhar, em que o texto se alia à imagem em movimento, criando novas portas de entrada na mesma história”. É a primeira vez que o prémio Gazeta Multimédia – categoria criada em 2010 – é atribuído a um trabalho que teve origem e foi publicado num órgão de comunicação social. Nos dois primeiros anos, o prémio não havia sido atribuído por falta de qualidade dos trabalhos, justificou o Clube de Jornalistas, e no ano passado foi entregue a Tiago Carrasco, João Fontes e João Henriques pelo documentário A Estrada da Revolução.

“Este prémio tem um enorme significado”, diz Sérgio Gomes, editor de plataformas e multimédia do PÚBLICO. “As secções Multimédia afirmam-se cada vez mais nas redacções em Portugal. São hoje um vector fundamental para os projectos de media que têm a ambição de inovar ou tão simplesmente acompanhar os hábitos de consumo e recepção de reportagens e de noticiário, que hoje estão muito mais dependentes da imagem e de formas alternativas de apresentar histórias. Desde há muito que o jornal compreendeu a necessidade de formar uma secção autónoma que soubesse responder aos enormes desafios editoriais que se levantam de cada vez que nos deparamos com histórias como a que foi contada em Filhos do Vento.”

A reportagem Filhos do Vento materializou-se, a par do texto publicado na edição impressa, num site especial concebido por Dinis Correia e Andrea Espadinha, onde foram disponibilizadas reportagens em vídeo, fotogalerias e ainda informações de filhos que procuram os pais. Centenas de pessoas deixaram testemunhos através de um endereço de email criado especialmente para partilhar histórias e potenciar reencontros. “Este prémio vem dar visibilidade a um tema tabu na sociedade portuguesa, um tema que esteve arrumado numa gaveta durante 40, 50 anos”, explica Catarina Gomes. “Os ex-combatentes deixaram filhos em África. Eles existem, são muitos e gostavam de conhecer os seus pais portugueses.” Uma história que vai“continuar a ser contada”, promete.

No PÚBLICO, foi também publicado o trabalho que deu o Gazeta Revelação à jovem jornalista Catarina Fernandes Martins (hoje jornalista do Observador), com Homem que matou um homem e encontrou Saramago na prisão. Uma reportagem que narra a história singular de Simão Barata: condenado por homicídio involuntário, descobre na prisão – e na obra de José Saramago – a forma de combater a solidão e reencontrar-se como cidadão livre e solidário.

O Prémio Gazeta de Imprensa foi atribuído ao jornalista Paulo Pena (que integra agora a equipa do PÚBLICO), com os trabalhos Bancocracia e O lado oculto dos mercados publicados na revista Visão. “Trabalhos rigorosos, de grande qualidade jornalística, que contribuem para uma maior informação da opinião pública portuguesa”, escreve o Clube de Jornalistas no comunicado em que anuncia os vencedores.

Na categoria de Televisão, a vencedora foi a jornalista Ana Leal, com o trabalho Verdade Inconveniente, transmitida pela TVI. Uma história reveladora dos negócios do ensino privado, “um tema pouco comum no jornalismo televisivo”, realça o Clube de Jornalistas em comunicado. Na categoria de Rádio, Maria Augusta Casaca venceu com Catarina é o meu nome, transmitido na TSF. Com sonoplastia de João Félix Pereira, a reportagem evoca Catarina Eufémia, a figura mítica da camponesa alentejana assassinada em Maio de 1954.

Sete jogadores retidos na África do Sul por falta de lugares

Os jogadores Ivanildo Cassamá, Alberto Coli, João Mário, Anju, Adul, Braima Só e Arnoul Mendi ficaram na África do Sul.


Sete jogadores da seleção de futebol da Guiné-Bissau ficaram "retidos" na África do Sul por falta de lugares e só devem partir hoje  terça-feira, quando o resto da caravana já se encontra em Portugal, disse um dos atletas.

De acordo com a rádio Jovem de Bissau, o atleta informou que ficaram "retidos" na África do Sul os jogadores Ivanildo Cassamá, Alberto Coli, João Mário, Anju, Adul, Braima Só e Arnoul Mendi.

A Guiné-Bissau jogou e perdeu no sábado diante do Botsuana, em Gaberone, por 2-0, no jogo das eliminatórias para a fase final da Taça das Nações Africanas em futebol, que se realiza no próximo ano em Marrocos.

A caravana guineense veio do Botsuana para África do Sul, onde apanha o voo de ligação para Portugal, mas sete atletas ficaram em terra por alegada falta de lugares no avião que transportou o resto da comitiva, que já se encontra em Lisboa.

A fonte indicou a rádio Jovem que o massagista e um treinador adjunto do técnico português Paulo Torres ficaram com os jogadores, que devem apanhar o voo para Lisboa na terça-feira.

A deslocação da Guiné-Bissau ao Botsuana ficara marcada por várias peripécias. Oito jogadores não puderam jogar pela Guiné-Bissau após terem sido impedidos de passar a fronteira, por falta de visto ou por viajarem com passaporte português.

Vários jogadores da Guiné-Bissau viajaram com passaporte português por terem dupla nacionalidade.

O presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau prometeu esclarecer ao país o que se passou na deslocação ao Botsuana, mas negou que a seleção guineense esteja já eliminada. Manuel Nascimento Lopes acredita que no jogo da segunda mão, em Bissau, os guineenses vão ultrapassar o Botsuana.

Fonte do Governo disse à agência Lusa que aguarda pela chegada da seleção para apurar responsabilidades.