domingo, 27 de Julho de 2014

Regresso dos voos da TAP é remédio para acabar com isolamento

O regresso dos voos da TAP é o remédio aguardado na Guiné-Bissau para acabar com diversos problemas criados com o fim da única ligação aérea direta para a Europa, disseram diversos residentes na capital do país à agência Lusa.

Regresso dos voos da TAP é remédio para acabar com isolamento

Os governos português e guineense assinam na segunda-feira, em Lisboa, um acordo para restabelecer condições de segurança no aeroporto de Bissau - depois de a tripulação da TAP ter sido obrigada em dezembro pelas autoridades a transportar 74 passageiros ilegais para Portugal, incidente que levou à suspensão da rota.

Desde então é mais complicado encontrar lugar em voos alternativos (sempre com uma escala, no mínimo) para doentes que frequentemente procuram tratamento em Portugal, exemplifica Conduto de Pina, proprietário de uma agência de viagens.

"Temos doentes e outros grupos que têm dificuldade em chegar a Lisboa com urgência" ou a tempo de compromissos, referiu na sexta-feira à agência Lusa, enquanto tentava encontrar solução para levar um grupo de 45 escuteiros para Portugal.

O fim da rota teve impacto nos mais diversos serviços: deixou de haver correio para fora da Guiné-Bissau (a não ser por empresas especializadas a preços mais elevados) e o transporte de pequenas mercadorias e até a mala diplomática sofrem com demoras e custos acrescidos.

"É muito bom que a TAP regresse, em especial para o comércio", refere Mário Mendonça, funcionário público, que também se queixa de obstáculos acrescidos para viajar e não só para a Europa.

No seu caso, as dificuldades surgiram "sobretudo no tempo que demorei e nas ligações necessárias para chegar a Angola".

"A Guiné é um país pobre e isto não pode acontecer", defende Canjura Injai, empresário, que espera que a TAP regresse e não volte a deixar de voar para o país.

"Antes, em três horas e 45 minutos estávamos a sobrevoar o Algarve, agora, por outros caminhos, chegamos a demorar 10 horas. É tempo demais, sobretudo para quem está doente", referiu.

Wilson Barbosa, dirigente da Associação dos Portugueses na Guiné-Bissau (APGB), destaca o facto de ser "tomada uma posição política clara e esperada por portugueses e guineenses" com a assinatura do protocolo na segunda-feira.

"Só resta esperar que o regresso dos voos aconteça tão breve quanto possível", porque "vai desbloquear uma série de constrangimentos", sublinhou.

Conduto de Pina, face às queixas que recebia na sua agência de viagens, pede também que a TAP melhore o serviço prestado nos voos para a Guiné-Bissau e baixe o preço dos bilhetes.

"Recebíamos queixas, que nunca se resolveram, sobre o serviço de refeições, as cadeiras, o custo e até o tratamento dado aos passageiros, tanto aqui em Bissau como em Lisboa", sublinhou.

O empresário acredita que o serviço poderia melhorar se acabasse a exclusividade da transportadora para os voos diretos entre a Guiné-Bissau e Portugal.

"A TAP tem que aceitar a concorrência, tal como noutros destinos", concluiu.

BOAD disponibiliza apoio à Guiné-Bissau em cerca de 116 milhões de euros

26 JULHO, 2014

_imagem02O representante do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD) na Guiné-Bissau, Kuame Armand, anunciou hoje que a instituição tem uma carteira de cerca de 116 milhões de euros em projetos para executar no país.

O dinheiro servirá para financiar “ações de desenvolvimento” nos setores da agricultura, infraestruturas rodoviárias, energia elétrica e requalificação do porto de Bissau, referiu aquele responsável, à saída de um encontro com o Presidente da República, José Mário Vaz, no Palácio da Presidência, em Bissau.

“Foi tudo isso que discutimos com o Presidente que nos fez uma forte recomendação para [o BOAD] ajudar a Guiné-Bissau, para que possa rapidamente realizar estes projetos que são a essência dos objetivos fixados pelo Estado”, explicou Armand.

O representante do banco africano disse ter garantido ao Presidente guineense que os projetos e o financiamento dos mesmos já estão aprovados, estando agora na fase de execução de cada um.

Já na quarta-feira, José Mário Vaz tinha recebido o diretor nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) que anunciou um empréstimo de cerca de 22,8 milhões de euros para pagamento de salários em atraso na função pública da Guiné-Bissau.

Hoje, no que respeita ao BOAD, Kuame Armand disse que aguarda por uma oportunidade para iniciar discussões com o novo primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, sobre novos projetos que poderão contar com o apoio financeiro do banco.

“Posso garantir-vos que a cooperação com a Guiné-Bissau é muito boa. Esperamos que os projetos sejam executados rapidamente para que se possam refletir na melhoria de vida dos guineenses”, observou Kuame Armand, que desejou “felicidades” às novas autoridades de Bissau.

Aquele responsável manifestou ao presidente da Guiné-Bissau “abertura total” da sua instituição para continuar a ajudar o país.

Com sede em Lomé, capital do Togo, o BOAD financia projetos de desenvolvimento nos oito países que compõem a União Económica e Monetária da África Ocidental: Benim, Burkina-Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo.

China constrói Palácio da Justiça na Guiné-Bissau orçado em 14 milhões de dólares

 

Bissau – O Governo da República Popular da China assinou quinta-feira, 24 de Julho, com o Executivo da Guiné-Bissau, um acordo que visa a construção do Palácio da Justiça no país.

O documento foi rubricado pelo titular da pasta das Obras Publicas, Construção e Urbanismo, José António Cruz Almeida, e o Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da China em Bissau, Wang HUA.

Trata-se de um terreno com uma área de 98.550 metros quadrados, sendo que a área a construir corresponde a 6.650 metros quadrados, orçado em mais de 14 milhões de dólares (cerca de 10 milhões de euros), cujos trabalhos arrancam em Outubro.

Em termos de tempo de execução a obra terá a duração de cerca de dois anos, sob a responsabilidade da empresa chinesa «Jiangsu Jiangdu Constrution Group Co, Lda».

O novo Palácio da Justiça guineense ficará situado na Avenida dos Combatentes da Liberdade da Pátria, em Brá, perto do Palácio do Governo, ao lado da Embaixada de Angola.

A obra tem como entidade fiscalizadora o Ministério das Obras Públicas, Construção e Urbanismo, através da sua Direcção-geral de Habitação e Urbanismo.

União Africana pretende missão internacional para dar ajuda urgente à Guiné-Bissau

O representante da União Africana (UA) na Guiné-Bissau, Ovídio Pequeno, defendeu  a realização de uma missão conjunta de organizações internacionais para o país lusófono, que considera que necessita de ajuda urgente.

"Por mais vontade que o governo tenha, se não for dada a ajuda necessária não conseguirá resolver os problemas profundos de que padece um país onde o Estado quase deixou de existir", referiu. 

Ovídio Pequeno falava durante a X Cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada em Dili, Timor-Leste, pedindo apoio para as autoridades guineenses eleitas este ano, após o golpe de Estado de abril de 2012. 

O representante da UA enfatizou "a necessidade de os parceiros internacionais, nomeadamente a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a CPLP, as Nações Unidas, a União Africana, a União Europeia e a Organização Internacional da Francofonia, levarem a cabo mais uma missão conjunta" no país.  

A missão deverá ter como objetivo analisar com o novo governo de Bissau as prioridades urgentes e perspetivar a preparação da conferência internacional de doadores, prevista para este ano, e "poderá ser aproveitada para fazer uma análise profunda, em conjunto com as autoridades nacionais, sobre a transformação da ECOMIB depois da expiração do seu mandato em finais de 2014", acrescentou.

A ECOMIB é um contingente militar de 700 elementos da África Ocidental estacionado na Guiné-Bissau no âmbito da CEDEAO, para pacificação do país após o golpe de 2012. 

"Ao mesmo tempo que lançamos um veemente apelo à comunidade internacional e aos nossos parceiros para uma ajuda mais célere à Guiné-Bissau, é imperioso desafiar os próprios guineenses a um entendimento, a um sentido de responsabilidade e de patriotismo na defesa dos interesses superiores da Nação", sublinhou Ovídio Pequeno.

Fotografia real da Guiné Bissau

Antonio Nanfade

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Fonte : Bambazuka News


Bissau é uma cidade falsa e falseada desde a independência do país nos anos de 1970, os citadinos a viverem a mercês das esmolas dos governantes que pensam serem senhores do poder absoluto, pois fazem tudo e mais alguma coisa, mas ninguém é responsabilizado por nada e de nada ninguém teme. Até os ditos instruídos, tem sérios problemas em distinguir o bem do mal, por simples razão “sin n’fala kil ki bardadi nha fugon na paga”.

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O Presidente da República José Mário Vaz convidado para a cimeira Estados Unidos/África

O Presidente da República, José Mário Vaz, foi convidado para a cimeira Estados Unidos/África que terá lugar nos dias 05 e 06 de agosto em Washington, disse à Lusa fonte da Presidência guineense.

José Mário Vaz deve partir de Bissau entre 02 e 03 de agosto para regressar no dia 07, acrescentou a mesma fonte.

De acordo com a organização da cimeira, convocada pelo Presidente norte-americano, Barack Obama, o encontro visa "fazer avançar" os objetivos da administração em matéria de comércio e investimento em África.

Servirá também para reafirmar o compromisso dos EUA com o continente africano, com o desenvolvimento da democracia e dos seus habitantes, acrescenta.

José Mário Vaz recebeu formalmente na semana passada o convite da administração americana das mãos do embaixador americano Lewis Lukens, residente em Dacar, capital do Senegal, e que representa os interesses americanos na Guiné-Bissau.

sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Portugal e Guiné-Bissau assinam protocolo que permite reinício dos voos diretos

Portugal e a Guiné-Bissau vão assinar na segunda-feira de manhã um acordo para retomar as ligações aéreas entre Lisboa e Bissau, confirmou à Lusa uma fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros português.

O protocolo de cooperação, formação e capacitação nas áreas das migrações e controlo de fronteiras será assinado pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Rui Machete, e pelo seu homólogo da Guiné-Bissau, Mário Lopes da Rosa, em Lisboa, estando também presentes os primeiros-ministros dos dois países.

"Falta limar o acordo Estado a Estado para dar garantias de segurança nos voos, e aliás foi essa a razão da interrupção dos voos, e quando estiver concluído esse acordo, a TAP terá depois de decidir, enquanto empresa, a retoma dos voos", disse o ministro Rui Machete na Guiné-Bissau, quando participou na cerimónia de tomada de posse do seu homólogo.

Questionada pela Lusa sobre a ligação entre este protocolo e a retoma das ligações aéreas diretas entre Lisboa e Bissau, uma fonte oficial afirmou que "a TAP neste momento não tem ainda informação oficial sobre a existência de condições a nível diplomático para retomar os voos, mas mantém a expetativa de retomar a operação logo que possível".

A companhia aérea portuguesa, acrescentou, "desde a primeira hora que voa para os países de língua portuguesa e isso faz parte da sua tradição".

Questionada sobre quanto tempo poderá demorar até que sejam retomados os voos, a mesma fonte não quis avançar uma data, mas disse que, de uma forma genérica, o tempo que medeia entre uma decisão deste género e o início da operação costuma demorar dois a três meses, normalmente usados para criar condições técnicas, abrir os mercados e começar a receber reservas para os voos.

A TAP suspendeu os seus voos para Guiné-Bissau desde dezembro passado, na sequência do embarque forçado pelas autoridades guineenses de 74 sírios no aeroporto de Bissau rumo a Lisboa.

Na altura a TAP considerou que só retomaria os voos - que eram três semanais -, depois de as autoridades guineenses garantirem medidas de segurança no aeroporto, que a companhia considera ter sido quebrada com o incidente.

quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Metade das mulheres da Guiné-Bissau entre os 15 e 49 anos ainda sofre de mutilação genital

Metade das mulheres da Guiné-Bissau entre os 15 e 49 anos ainda sofre de mutilação genital, alertou a representação guineense que participou hoje na primeira "Cimeira da Rapariga" (Girl Summit), realizada em Londres.

Metade das mulheres guineenses é vítima de excisão


A luta contra a mutilação genital feminina e o casamento precoce foram os temas centrais da iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Governo britânico com o objetivo de mobilizar apoios contra os dois flagelos.

Na Guiné-Bissau, quase um terço das raparigas casam antes dos 18 anos.

O país esteve representado pela presidente do Comité Nacional para o Abandono das Práticas Nefastas, Fatumata Djau Baldé, e a participação foi antecedida por diversas iniciativas em território guineense.

O comité mantém "um trabalho contínuo com as comunidades para a promoção da transformação social necessária visando o abandono das práticas nefastas", destacou hoje a UNICEF em comunicado.

Os números relativos à Guiné-Bissau foram calculados em 2010 de acordo com as respostas ao Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS), organizado pela UNICEF e organismos estatais.

A Assembleia Nacional Popular guineense (parlamento) aprovou em junho de 2011 uma lei que proíbe a mutilação e foi conquistado o compromisso de líderes religiosos para abandono da mutilação genital.

No entanto, a excisão é uma prática com tradições seculares e persiste em muitas comunidades com o objetivo de condicionar a liberdade sexual das mulheres até ao casamento - que em muitos casos é negociado e forçado pela família, sendo a mutilação um requisito.

A prática é responsável pela morte de crianças e mulheres devido a problemas como hemorragias ou infeções, pela falta de condições em que é praticada, e é causa frequente de traumas físicos e psicológicos para quem sobrevive.

Lusa

Bispo da Guiné-Bissau pede apoio de Angola para desenvolvimento do país

O bispo da Guiné-Bissau, Lampra Cá, pediu hoje o apoio de Angola no processo de desenvolvimento do país, depois de restabelecida a situação constitucional naquele país da comunidade lusófona.

O prelado falava à imprensa à margem do XI Encontro dos Bispos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se realiza em Luanda de 21 a 28 deste mês.

Segundo Lampra Cá, a situação envolvendo um Governo de transição que dirigiu a Guiné-Bissau desde 2012 criou várias dificuldades e teve repercussão na vida da população.

"Os funcionários públicos não recebem os salários regularmente, como podem imaginar isso criou um mal-estar generalizado, mas agora com as novas autoridades há muita expectativa", disse o bispo.

Entre 23 e 29 de Julho Fundo Monetário Internacional realiza missão na Guiné-Bissau


Bissau - Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) desloca-se à capital guineense entre 23 e 29 de Julho com o objectivo de actualizar os dados macroeconómicos, incluindo ao nível dos atrasos internos.

Avaliar as perspectivas de apoio financeiro dos parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau e discutir com as novas autoridades nacionais um quadro de políticas para o remanescente de 2014 estão entre os objectivos da missão do FMI.

De acordo com uma nota do Gabinete de Imprensa do Ministério da Economia e Finanças, a missão em causa vai ainda fornecer conselhos preliminares de política económica com vista a reforçar a gestão das finanças públicas, de forma a evitar a acumulação de novos atrasos.

Em termos de agenda a delegação manterá encontros esta quarta-feira, 23 de Julho, com os Secretários de Estado do Tesouro, José Djú, do Orçamento, Tomásia Manjuba, e com os respectivos membros dos seus gabinetes.

A 25 de Julho a missão do FMI reúne com o Secretário de Estado do Plano e Integração Regional, Degol Mendes.

O Presidente José Mário Vaz, convocou hoje a primeira reunião do Conselho Superior de Defesa

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, convocou hoje a primeira reunião do Conselho Superior de Defesa do país para uma apresentação formal dos novos membros do órgão, disse o diretor do seu gabinete, Octávio Lopes.

Guiné-Bissau: José Mário Vaz convoca primeira reunião do Conselho Superior de Defesa


Por inerência de funções o Presidente guineense é o comandante-em-chefe das Forças Armadas, pelo que preside ao Conselho Superior de Defesa.

Após a sua investidura no cargo José Mário Vaz convocou o órgão para se apresentar e conhecer os restantes membros, notou Octávio Lopes.

Além da apresentação formal entre os membros, a reunião também visava debater a proposta de perfil do novo secretário do Conselho, cujo nome será indicado pelo Governo e ainda falar de diversos assuntos de defesa da Guiné-Bissau.

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, António Indjai, também membro do Conselho Superior de Defesa, aproveitou para apresentar ao chefe de Estado a estrutura orgânica do comando militar e «falar de dificuldades e carências» da instituição.

Segundo Octávio Lopes, a reunião ficou marcada pelo «espírito de abertura total» para uma colaboração institucional entre a presidência da República, o Governo e as Forças Armadas para a resolução dos problemas.

Além do Presidente da República, que preside ao Conselho Superior de Defesa, integram este órgão o primeiro-ministro, os ministros da Defesa, da Administração Interna e das Infra-Estruturas e um deputado.

Lusa

GUINÉ-BISSAU PREPARA-SE PARA EVENTUAL SURTO DE ÉBOLA

Apesar de ainda não se ter registado casos de sintoma da ébola na Guiné-Bissau, as autoridades, em colaboração com a ONG Médicos Sem Fronteiras, promoveram uma ação de formação para técnicos de saúde.

O curso, que decorreu entre os dias 11 e 12 de julho, foi destinado a técnicos recém-formados e de centros de saúde das zonas Leste e Sul do país, junto à fronteira com a Guiné-Conacri, e visa prevenir o surto de ébola que assola aquele país vizinho desde abril último.

Os técnicos de saúde, por estarem mais expostos ao vírus da ébola, foram capacitados com vista a lidar com a doença e os cuidados a ter para não serem contaminados.

Maria Grovas, coordenadora da equipa de formadores e médica da ONG Médicos Sem fronteiras, disse que uma das estratégias de formação é ensinar o diagnóstico da doença e o uso de equipamentos de proteção.

Ela afirma que "demos formação aos técnicos sobre medidas preventivas para se protegerem, assim como os passos a seguirem quando chegar um doente com o vírus de ébola ao centro de saúde."

Aula prática sobre desinfeção

Boas práticas

A coordenadora da ONG acrescenta que "ao mesmo tempo fizemos um reforço teórico sobre sintomas de ébola para distinguirmos realmente um doente de ébola. A formação da equipa de resposta ao virus foi mais intensa por ser mais especializada em estabelecer o isolamento e tratamento do doente."

Maria Grovas aponta boas práticas de higiene como uma das condições para a prevenção da ébola: "O que estamos a insistir com os técnicos de saúde, não só nos lugares próximos da fronteira. Mas em todo o país, o mais importante agora é reforçar aquelas práticas de higiene dentro dos centros de saúde, que é usar as luvas e lavar as mãos."

Para a médica "essas medidas deveriam estar presentes em todos os centros de saúde". Entretanto ela está ciente das condições do país: "Sabemos que por vezes, por falta de tempo ou meios, essas medidas não são tomadas. Agora é que estamos em alerta por causa dessa epedemia, a maior da história no país vizinho, os técnicos de saúde devem reforças as medidas de higiene "

Entretanto, Nicolau Almeida, diretor geral de serviços da prevenção e promoção de saúde na Guiné-Bissau, garantiu a DW África que estão montadas medidas preventivas em todo o país.

O diretor relata: "Formamos as pessoas, tanto os técnicos de saúde como os guardas-fronteira, resolvemos arranjar um quarto para o isolamento dos possiveis casos suspeitos e elaboramos um plano de contingência."

Para além disso, segundo Nicolau Almeida, "periodicamente fazemos visitas às regiões que achamos que possivelmente poderão aparecer casos da doença. Também fornecemos kits de proteção para todas as zonas que fazem fronteira com a Guiné-Conacri. Uma equipa está no aeroporto vendo os possiveis casos suspeitos da ébola."

A proteção é a palavra chave na formação de prevenção

E o controle marítimo?

Mas não em todas as fronteira que tudo corre de feição, revela Almeida: "Em termos marítimos, é um pouco difícil, mas mesmo assim preparamos guardas marítimos para a deteção precoce de casos."

David Quadé, recém-formado e um dos participantes na formação, garante que estão aptos a fazer face a eventuais casos de ébola: "Como atuar diante de um caso suspeito de ébola, que é colocar o doente numa sala isolada para que possamos intervir usando equipamentos de proteção."

Recorde-se que a CEDEAO, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, em colaboração com a Organização Oeste Africana de Saúde, decidiu criar um Plano Regional para fazer face à epidemia da ébola que já matou mais de 400 pessoas na Guiné Conacri, Libéria e Serra leoa.

Por este motivo, as duas organizações constituíram um fundo de solidariedade de luta conta a ébola tendo, a Nigéria já disponibilizado 3.5 milhões de dólares para os países afetados.

Fonte : DW

O Primeiro-ministro da Guiné-Bissau foi recebido pelo Vice-presidente Angolano, Manuel Domingos Vicente

Díli - O vice-presidente da República de Angola, Manuel Domingos Vicente, que em Díli participa na X Conferência dos chefes de Estado e de Governo da CPLP, recebeu nesta quarta-feira o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, numa audiência considerada por este como de cortesia.

TIMOR-LESTE/CPLP: DOMIGOS SIMÕES E MANUEL VICENTE, PRIMEIRO MINISTRO (E) E O VICE PRESIDENTE DE ANGOLA

Falando a jornalistas, à saída da audiência, Domingos Simões disse que o objectivo de encontro com vice-presidente angolano foi o de testemunhar e apresentar os sentimentos de gratidão por tudo aquilo que significa e representa as relações com Angola. 

De acordo com o governante guineense, o sentimento de proximidade entre Angola e Guiné-Bissau mantém-se intacto e, num futuro próximo, as relações de irmandade com Angola "vão ser reatadas e elevadas a níveis mais altos".

As relações entre angola e Guine-Bissau conheceram um esfriamento quando a  missão  MISSANG tinha sido enviada para ajudar no processo de reforma das forças armadas guineenses começou a ser alvo de hostilidades dos guineenses, logo a seguir o golpe de estado, que derrubou o governo de Carlos Gomes Júnior . 

Entretanto, nesta entrevista, Domingos Simões admitiu a dificuldade em governar um país não totalmente estabilizado, mas que era um desafio que encarava.

"A governação é uma tarefa de criar ambientes de estabilidade, penso que nós não devemos pedir só que nos dêem um país com um quadro estabilizado, temos é que ser capazes de criar este quadro, que só é possível através do diálogo. E eu penso que nós guineenses somos capazes de conseguir", disse o novo primeiro-ministro guineense. 

Domingos Simões Pereira  tomou posse  há menos de um mês, resultado da vitória eleitoral, em Junho, do Partido Africano para a Independência de Guiné e Cabo Verde (PAIGC), de que é líder.

Fonte : Angope